Profissão Perpétua na Ordem do Carmo

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Festejando a Natividade de Nossa Senhora, a Família Carmelitana de Jaboticabal, em especial as monjas carmelitas, viveu um momento de alegria e de graças, e eleva a Deus um hino de louvor pela nossa querida Irmã Solange, que fez hoje a  Profissão dos Votos Perpétuos na Ordem do Carmo.

Atraída pelo grande amor com que Deus a olhou e a escolheu, Irmã Solange assumiu a vida contemplativa, com firme propósito de viver em obséquio de Jesus Cristo, buscando a cada dia uma perfeita e íntima união com Deus, mediante a oração, a fraternidade e o serviço.

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Acima: capela do mosteiro e a presença de vários sacerdotes da diocese e da Ordem do Carmo, e tendo como presidente da celebração Dom Antonio Fernando Brochini.

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Irmã Solange

A celebração desse Rito, após o Evangelho, ressalta como a nova vida da monja brota da escuta e acolhida da Palavra de Deus. O convite à monja para que acenda a sua lâmpada é o apelo a uma atitude interior de vigilância, iluminada pela fé e pela caridade, preparando-a para o encontro com o Cristo.

Em sua caminhada sempre contou com a proteção materna de Nossa Senhora, e sob o olhar de tão terna Mãe, Irmã Solange busca também em Maria a fonte de inspiração na fé, na esperança e na caridade, entregando-se totalmente a esta Família Monástica.

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Momento da Ladainha: Antes que a monja pronuncie seus votos e a Igreja a consagre, uma oração intensa implora a intercessão dos Santos. Foram pessoas que escolheram e anunciaram, com a palavra e com a vida, a Boa Nova de Jesus. A santidade destes homens e mulheres, sacramentalmente na sua obra e no seu testemunho, é sempre o horizonte pessoal de todos quantos fazem parte da comunidade reunida ao redor da Palavra do Senhor.

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Irmã Solange fazendo a sua profissão religiosa nas mãos da priora Irmã Maria do Carmo, em seguida assina o livro e mostra ao público a sua opção de viver somente para Deus. De joelhos acolhe a oração de sua consagração proferida por Dom Fernando e recebendo a capa branca, trazida pela sua mãe, como sinal de sua pertença definitiva na Ordem do Carmo.

Celebrar o nascimento de Maria Santíssima, é celebrar um marco fundamental na história da salvação. Maria é a ponte que ligará a Trindade Santa à humanidade. Através de seu corpo, por Deus preparado livre do pecado, Jesus vem ao mundo, e Nele realiza seu mistério salvífico. Na vida de Irmã Solange, celebramos o nascimento definitivo para o Carmelo, marcado por uma aliança de amor, doação e de fé, e que a exemplo de Santa Teresinha deseja proclamar que encontrou no AMOR a fonte de sua vocação e missão na Igreja. Unidos como irmãos, peçamos pela sua fidelidade, para que possa viver plenamente o ideal da monja carmelita e doar a sua vida pelo bem da Igreja e de toda a humanidade.

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Irmã Solange apresenta o símbolo que escolheu para sua consagração:

Cruz e a Rosa

Significado do Símbolo da neo-professa

 “Qual rosa desfolhada eu me entrego a Ti Senhor, para ver teus pés repousar sem dor sobre as pétalas…” Assim Santa Teresinha se definia, assim Irmã Solange deseja viver, numa doação total, almejando uma ambição pura de desfolhar-se para o Senhor, e simplesmente deixar que o Espírito Santo a leve de um lado para outro sem reservas. Uma rosa é uma imagem bela… desfolhada não tem valor para o mundo, mas ela sabe que ao desfolhar-se está se doando totalmente a Cristo, não para revelar sua beleza própria mas para que o amor de Jesus seja revelado. A rosa não faz nada por si só, ela precisa do Divino Jardineiro, e é no Amado Crucificado que ela encontra força de se desfolhar, é aos pés da cruz que ela deseja permanecer, sendo regada pelo amor e pela misericórdia que brota do lado aberto, e assim ter a coragem de, a cada dia, se doar plenamente. A cruz de Cristo em virtude de sua eficácia é mais que um simples sinal. É uma opção! É uma resposta de amor! “Ela representa a união nupcial da alma com Deus, fim para a qual foi criada, união conquistada por meio da cruz, realizada na cruz e selada para sempre”.(S.Edith Stein) Tomando a cruz e a rosa como sinal a iluminar sua consagração perpétua, Irmã Solange proclama ao mundo o desejo de assemelhar-se a Cristo, o desejo de abraçar a cruz junto a Jesus e tal como a rosa, revelar a suavidade e a beleza de pertencer somente a Ele, com a certeza de que Dele provém e para Ele voltará.

 

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A presença dos irmãos frades carmelitas Frei Marcelo e Frei Aparecido

e dos postulantes de Mogi das Cruzes

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Irmã Solange com Frei Eduardo

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Irmã Solange com sua mãe Maria Nicácio de Melo

Que a Festa da Natividade nos faça relembrar essa história tão especial, com os olhos agradecidos diante daquela que soube dizer SIM e, através disso, tornar-se mãe não somente de Jesus, mas de toda a humanidade.

Rezemos pela fidelidade de nossa Irmã e pedimos  que o Senhor Jesus desperte muitos outros corações a se entregarem ao serviço do Reino de Deus.

Mãe e Esplendor do Carmelo, rogai, por nós!

Comentário Bíblico

24° Domingo do Tempo Comum – 15 de setembro de 2013

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Paternidade – Lucas 15, 1 – 32.

 Um das parábolas mais impressionantes contada por Jesus é a parábola do Filho pródigo.  Um pai, apesar do absurdo do pedido do filho mais novo, atende a este pedido. Entregue parte do fruto do seu duro trabalho de uma vida inteira ao filho, que em seguida mostra não dar o devido valor ao conquista do pai e esbanja tudo com festas, até ficar na miséria. Este pai, ofendido, explorado e injustiçado, impulsionado pelo amor paterno, não consegue abandonar ou então odiar este filho. Aguarda dia após dia ansiosamente a sua volta, tanto assim que observa diuturnamente a estrada que conduz até sua casa. Quando enfim o filho, arrependido, volta a casa do pai, o encontre esperando de braços abertos, para recebê-lo e faz um grande festa.

A nossa vida é muito semelhante ao do filho pródigo. Muitas vezes abandonamos a mensagem de Cristo, que contém a orientação mais preciosa para a nossa vida. Seguimos os nossos próprios critérios e temos como resultado O PECADO, que por sua vez significa perder a união com Deus. Mas também cada vez, que a gente, reconhecendo o seu erro e se arrepende, encontra um Pai amoroso nos esperando de braços abertos, nos perdoando, reconduzindo-nos a união íntima com Deus.

Que sejamos agradecidos e capazes de agir da mesma maneira com um irmão nosso que nos ofendeu.

 Comentário escrito pelo capelão do Mosteiro

 

Festa da Exaltação da Santa Cruz

Exaltação da Santa Cruz -  14 de Setembro

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Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto a fim de que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro. Chamo, com razão, tesouro aquilo que há de mais belo entre todos os bens pelo conteúdo e pela fama. Nele, por ele e para ele reside toda a nossa salvação, e é restituída ao seu estado original.

Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado. Se não houvesse a cruz, a vida não seria pregada ao lenho com cravos. Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado as fontes da imortalidade, o sangue e a água, que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado, não teríamos sido declarados livres, não teríamos provado da árvore da vida, não se teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz, a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno.

É, portanto, grande e preciosa a cruz. Grande, sim, porque por ela grandes bens se tornaram realidade; e tanto maiores quanto – pelos milagres e sofrimentos de Cristo – tanto mais excelentes quinhões serão distribuídos. Preciosa também porque a cruz é paixão e vitória de Deus: paixão, pela morte voluntária nesta mesma paixão e vitória porque o diabo é ferido e com ele a morte é vencida. Assim, arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou a comum salvação de todo o mundo.

É chamada ainda de glória de Cristo, e dita a exaltação de Cristo. Vemo-la como cálice desejável e o termo dos sofrimentos que Cristo suportou por nós. Que a cruz seja a glória de Cristo, escuta-O a dizer: Agora, o Filho do homem é glorificado e nele Deus é glorificado e logo o glorificará (Jo 13,31-32). E de novo: Glorifica-me tu, Pai, com a glória que tinha junto de ti antes que o mundo existisse (Jo 17,5). E repete: Pai, glorifica teu nome. Desceu então do céu uma voz: Glorifiquei-o e tornarei a glorificar (Jo 12,28), indicando aquela glória que então alcançou na cruz.

Que ainda a cruz seja a exaltação de Cristo, escuta o que Ele próprio diz: Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (cf. Jo 12,32). Bem vês que a cruz é a glória e a exaltação de Cristo.

Dos Sermões de Santo André de Creta – Bispo

 

CARTA DO PAPA FRANCISCO AOS CARMELITAS

Stemma Carmelo I[1]CARTA DO PAPA FRANCISCO AOS CARMELITAS

POR OCASIÃO DO CAPÍTULO GERAL 2013

 Ao Reverendíssimo Padre Fernando Millán Romeral

Prior Geral da Ordem dos Irmãos da B.A.V.M do Monte Carmelo

Dirijo-me a vós, queridos irmãos da Ordem dos Carmelitas, que celebrais, neste mês de setembro, o Capítulo Geral. Neste momento de graça e de renovação, em que sois chamados a discernir a vossa missão, desejo oferecer-vos uma palavra de encorajamento e de esperança. O antigo carisma do Carmelo tem sido por oito séculos um dom para toda a Igreja, e, ainda hoje, continua oferecendo sua particular contribuição para a edificação do Corpo de Cristo e para mostrar ao mundo o rosto luminoso e santo. Vossas origens contemplativas brotam da terra da epifania do amor de Deus em Jesus Cristo, Verbo Encarnado. Enquanto refletis sobre vossa missão como carmelitas hoje, vos sugiro considerar três elementos que podem guiar-vos na realização plena de vossa vocação, que é a subida ao monte da perfeição: o obséquio de Cristo, a oração e a missão.

OBSÉQUIO

A Igreja tem a missão de levar Cristo ao mundo, e para isso, como Mãe e Mestra, convida a cada um e a todos a nos aproximarmos a Ele.

Na liturgia Carmelita da Festa de N. Sra. do Monte Carmelo, contemplamos a Virgem que está “junto à cruz de Cristo”. Este é também o lugar da Igreja: aproximarmos de Cristo. E é também o lugar para cada filho fiel da Ordem Carmelita. Vossa regra inicia-se com a exortação aos irmãos a “viver uma vida em obséquio de Jesus Cristo”, para segui-lo e servi-lo com um coração puro e indiviso. A estreita relação com Cristo é realizada na solidão, na comunidade fraterna e na missão. “A opção fundamental de uma vida concreta e radicalmente dedicada ao seguimento de Cristo” (RIVC) faz de vossa existência uma peregrinação de transformação no amor. O Concílio Vaticano II recorda o lugar da contemplação no caminho da vida: a Igreja tem, de fato, a característica de ser, ao mesmo tempo, humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, entregue à ação e dada à contemplação, presente no mundo e, apesar disso, peregrina” (Sacrossantum Concilium 2). Os antigos eremitas do Monte Carmelo conservaram a memória daquele lugar santo e, mesmo estando exilados e longes, mantinham o olhar e o coração constantemente fixos na glória de Deus. Refletindo sobre vossas origens e história, e contemplando as pegadas de quantos viveram, através dos séculos, o carisma carmelita, descobrireis assim vossa atual vocação de ser profetas da esperança. E é, precisamente, nesta esperança em que sereis regenerados. Com frequência, aquilo que parece novo é algo muito antigo, iluminado por uma nova luz.

Em vossa Regra está o coração da missão carmelita daquele tempo e de hoje. Enquanto vos preparais para celebrar o oitavo centenário da morte de Santo Alberto, Patriarca de Jerusalém, em 1214, recordais que ele formulou um “caminho de vida”, um espaço que vos torna capazes de viver uma espiritualidade totalmente voltada para Cristo. Ele delineou elementos externos e interiores, uma ecologia física do espaço e a armadura espiritual necessária para responder adequadamente à vocação e cumprir eficazmente a própria missão.

Num mundo que desconhece permanentemente a Cristo e, de fato, o rejeita, sois convidados a vos aproximar e aderir sempre mais profundamente a Ele. É um contínuo chamado a segui-lo e a serdes conformados n’ Ele. Isto é de vital importância em nosso mundo tão desorientado, “porque quando se apaga sua chama, também as outras luzes acabam por perder seu vigor” (Lumen fidei, 4). Cristo está presente em vossa fraternidade, na liturgia comunitária e no ministério confiado: renovai o obséquio de toda vossa vida.

ORAÇÃO

O Santo Padre, Bento XVI, antes de vosso Capítulo Geral de 2007, vos recordou que “a peregrinação interior da fé em direção a Deus se inicia na oração”; e em Castelo Gandolfo, em agosto de 2010, vos disse “vós sois aqueles que nos ensinam a rezar”. Vós vos definis como contemplativos no meio do povo. Com efeito, se é verdade que sois chamados a viver nas alturas do Carmelo, é também verdade que sois chamados a dar testemunho no meio do povo. A oração é a “estrada real” que nos abre à profundidade do mistério do Deus Uno e Trino, porém é também o caminho estreito de Deus no meio do povo, peregrino no mundo rumo à Terra Prometida.

Uma das vias mais belas para entrar na oração passa através da Palavra de Deus. A Lectio Divina introduz na conversação direta com o Senhor e mostra os tesouros da sabedoria. A íntima amizade com Aquele que nos ama nos faz capazes de enxergar com os olhos de Deus, de falar com sua palavra no coração, de conservar a beleza desta experiência e de contemplá-la com aqueles que estão famintos de eternidade.

O retorno à simplicidade de uma vida centrada no evangelho é o desafio para a renovação da Igreja, comunidade de fé que sempre encontra novos caminhos para evangelizar o mundo em contínua transformação. Os santos carmelitas foram pregadores e mestres de oração. Isto é o que ainda se pede ao Carmelo do século XXI. Ao longo de vossa história, os grandes carmelitas foram um forte anúncio da raiz da contemplação, raiz sempre fecunda da oração. Aqui está o coração de vosso testemunho: a dimensão contemplativa da Ordem, que deve ser vivida, cultivada e transmitida. Gostaria que cada um se preguntasse: como é minha vida de contemplação? Quanto tempo dedico, durante o meu dia, à oração e à contemplação? Um carmelita sem esta vida contemplativa é um corpo morto! Hoje, mais ainda que no passado, é fácil deixar-se distrair pelas preocupações e pelos problemas deste mundo e deixar-se fascinar por seus ídolos. Nosso mundo está debilitado de muitas maneiras. Aquele que é contemplativo, diferente do mundo, volta à unidade com Deus e por isso, torna-se um forte chamado a essa mesma unidade. Agora mais do que nunca, é o momento de descobrir o caminho interior do amor e oferecer às pessoas de hoje, na pregação e na missão, um testemunho da contemplação: não soluções fáceis, mas aquela sabedoria que emerge do meditar “dia e noite a lei do Senhor”, Palavra que sempre conduz para junto da cruz gloriosa de Cristo. E unida à contemplação, a austeridade de vida, que não é um aspecto secundário de vossa vida e de vosso testemunho. É um tentação muito forte, também para vós, cair na “mundanidade espiritual”. O espírito do mundo é inimigo da vida de oração: não esqueçais nunca disto! Exorto-vos a uma vida austera e penitente, segundo vossa mais antiga tradição, uma vida longe de toda mundanidade, longe dos critérios do mundo.

MISSÃO

Queridos irmãos carmelitas, a vossa missão é a de Jesus. Todo planejamento, todo confronto seria pouco útil, se o Capítulo não realizasse um caminho de verdadeira renovação. A família carmelita tem conhecido uma verdadeira primavera em todo o mundo, como fruto outorgado por Deus, do esforço missionário do passado. Toda missão mostra, às vezes, árduos desafios, pois a mensagem evangélica não é sempre acolhida, chegando a até mesmo ser violentamente rejeitada. Não devemos esquecer nunca, que se somos lançados em águas turbulentas e desconhecidas. Aquele que nos chama à missão nos dá também a coragem e a força para agir. Por isso, celebrais o Capítulo, encorajados pela esperança que nunca morre, com um forte espírito de generosidade em querer recuperar a vida contemplativa e a simplicidade e austeridade evangélica.

Dirigindo-me aos peregrinos na Praça de São Pedro, tive a ocasião de dizer: “Todo cristão e toda comunidade é missionária na medida em que leva e vive o Evangelho e testemunha o amor de Deus para com todos, especialmente àqueles que se encontram em dificuldade. “Sede missionários do amor e da ternura de Deus! Sede missionários da misericórdia de Deus, que sempre nos perdoa, sempre nos espera, e nos ama tanto!” (homilia 05.05.13). O testemunho do Carmelo no passado pertence à profunda tradição espiritual crescida numa das grandes escolas de oração. Esta suscitou a coragem de homens e mulheres que enfrentaram inclusive a morte. Recordamos somente os dois grandes mártires contemporâneos: Santa Teresa Benedita da Cruz e o Beato Tito Brandsma. Pergunto-me então: hoje, entre vós, se vive com a força e a coragem destes santos?

Queridos irmãos do Carmelo, o testemunho de vosso amor e de vossa esperança, radicados na profunda amizade com o Deus vivo, pode chegar como uma “brisa leve” que renova e revigora vossa missão eclesial no mundo hodierno. A isto sois chamados. O Rito de Profissão põe em vossos lábios estas palavras: “Com esta profissão, uno-me à família carmelita para viver a serviço de Deus e na Igreja, e aspirar à caridade perfeita com a graça do Espírito Santo e a ajuda da Bem-Aventurada Virgem Maria” (Rito da Profissão O.C).

A Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe e Rainha do Carmelo, acompanhe vossos passos e faça fecundo a caminhada quotidiana para o Monte de Deus. Invoco sobre toda a Família Carmelita, e, em particular, sobre os Frades Carmelitas, dons abundantes do Espírito Santo, e a todos, concedo, cordialmente, a implorada Benção Apóstolica.

Vaticano, 22 de Agosto de 2013

Franciscus

                                                                                              

 

Coemntário Bíblico

22 Domingo do tempo comum – 01de setembro de 2013 

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Humildade – Lucas 14, 1. 7 – 14

 Jesus observa o comportamento do ser humano em diversas ocasiões e lamenta o fato que um querer ser mais importante que o outro apesar de estarem conscientes que todos são iguais perante Deus. Ele alerta: esta atitude terá um fim muito humilhante, pois chegará a hora em que alguém mais importante, ocupará o seu tão sonhado lugar, muitas vezes conquistado com exploração e desprezo do semelhante. Será uma grande vergonha! Portanto aceita a si mesmo como você realmente é. Igualzinho a todos os homens que habitam nesta terra, pois são todas criaturas do mesmo Deus, que é o Pai de todos. Jesus alerta: Não faça o bem ou um favor ao irmão esperando ou pretendendo receber algo em troca. Queria bem o teu irmão de verdade e não por interesse. Não queira tirar vantagem de tudo o que faz, mas espera com fé, pois quem observa as suas ações é o próprio Deus, que não se esquece de nada e com certeza o recompensará.

 Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro “Flos Carmeli”

Consagração Religiosa

Minha vocação é o Amor!

“Ser tua esposa, oh Jesus! Carmelita, mãe das almas, deveria ser bastante pra mim…
Sim, encontrei meu lugar na Igreja. E tal lugar, oh meu Deus, fostes vós que me destes. No coração da Igreja, minha mãe, serei tudo, serei o amor… “

(Santa Teresinha)

No próximo dia 08 de Setembro, dia da Natividade de Nossa Senhora, Irmã Solange nasce de uma forma toda especial para o Carmelo, pela sua Consagração Perpétua na Ordem do Carmo. A Profissão dos Votos, de Castidade, Pobreza e Obediência, que nós religiosos fazemos, manifesta ao mundo o desejo ardente de viver somente para Deus, consagrando totalmente nosso ser Aquele que é o Absoluto de nossas vidas.

Rezemos pela fidelidade desta nossa Irmã, para que cada vez mais ela testemunhe ao mundo, pela vida de oração e contemplação, o imenso e gratuito amor de Deus.

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Santo Agostinho

Celebramos neste dia 28, a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.

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Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.

Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.

O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:“…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.

Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.

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Santo Agostinho, rogai por nós!

Confira aqui um pouco do pensamento de Santo Agostinho:

“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu contigo. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz.”

“Quer louvar-te o homem, esta parcela de tua criação! Tu próprio o incitas para que sinta prazer em louvar-te. Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto no repousa em Ti.”

“Para alcançarmos esta vida feliz, a verdadeira Vida nos ensinou a orar.”

“Não é de admirar se a soberba gera a separação, a caridade, a unidade.”

“Oh eterna verdade, verdadeira caridade e querida eternidade! És o meu Deus, por ti suspiro dia e noite”

Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheça como sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga.”

“Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o seu maior louvor, se viverdes santamente.”

“Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: Orai sem cessar (1Ts 5,17). Ainda que faças qualquer coisa, se desejas aquele repouso do Sábado eterno, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar.”

“A paixão do Senhor mostra-nos as dificuldades da vida presente, em que é preciso trabalhar, sofrer e por fim morrer. A ressurreição e glorificação do Senhor nos revelam a vida que um dia nos será dada.”

“Não temos então medo de fraquejar? Por quê? Porque invocaremos o nome do Senhor. Como venceriam os mártires, se neles não vencesse aquele que disse: Alegrai-vos porque eu venci o mundo? (João 16,33)”

“Tens o que oferecer. Não examines o rebanho, não apresentes navios e não atravesses as mais longínquas regiões em busca de perfumes. Procura em teu coração aquilo que Deus gosta.”

“Grandes coisas o Senhor nos promete no futuro! Por que a fraqueza humana ainda hesita em acreditar que um dia os homens viverão em Deus? Muito mais incrível é o que já aconteceu: Deus morreu pelos homens.”

“Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado enquanto caminhas neste mundo, e chegarás junto daquele com quem desejas permanecer para sempre.”

“Eu peço: amai comigo, correi crendo comigo, desejemos a pátria celeste, suspiremos pela pátria do alto, sintamo-nos como peregrinos aqui.”

“Que deseja a alma com mais veemência do que a verdade?”

“Por maior que seja o temor da morte, deve vencê-lo a força do amor com que se ama aquele que, sendo nossa vida, quis sofrer até a morte por nós.”

“Disse muito bem quem definiu o amigo como metade da própria alma. Eu tinha de fato a sensação de que nossas duas almas fossem uma em dois corpos.”

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Fonte: Canção Nova

Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho.

Dia 27 de agosto celebramos o dia de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho.

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Santa Mônica é modelo de mãe dedicada, que sofre por seus filhos, mas procura em Deus as forças para continuar de pé e lutar por sua felicidade. Durante sua vida, sofreu muito com seu marido, e ao ficar viúva, também sofreu com seu filho Agostinho, mas não desanimou. Ela orou constantamente pela conversão de seu filho, que veio a se tornar cristão depois dos 30 anos de idade. Agostinho não só se converteu como virou para nós um exemplo de busca pela verdade, se tornou santo e doutor da Igreja (a Igreja celebra sua memória no dia 28 de agosto, após o dia de sua mãe).

Pedimos por sua intercessão, por tantas mães que sofrem com seus filhos aprisionados pelos vícios, pela violência, pela injustiça e pela discriminação. Que o Senhor conceda a essas mulheres a firmeza de Santa Mônica em jamais desistir de acreditar na conversão de seus filhos.

Comentário Bíblico

21 Domingo do tempo comum – 25 de agosto de 2013 

Prevenção – Lucas 13, 22 – 30

 A salvação deve ser construída enquanto o homem permanece neste mundo, pois com a morte se esgota o tempo hábil para qualquer conquista. Para a conquista desta salvação se tornar realidade, Cristo exige fidelidade a sua mensagem. Fidelidade esta que não será sempre fácil no mundo perturbado, corrupto e repleto de ilusões que vivemos. Jesus afirma que com toda a certeza existem irmãos que desanimam diante das dificuldades, desistem da luta diária e são arrastados pelas tentações do dinheiro, do poder e da fama e este mesmo Jesus afirma, que não só nos que nós chamamos de católicos somos convidados a viver junto de Deus, mas se compromete a dar a todos os homens de todos os tempos e lugares esta mesma felicidade se vivem honestamente. Cuidado! “Há últimos que serão os primeiros, e primeiros que serão os últimos.”

Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro

Vida Religiosa Consagrada

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Oração pelas vocações

Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”. Derrama sobre nós o teu Espírito, ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, na Vida Consagrada e Religiosa. Senhor, que a messe não se perca por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, consagrados e leigos. Dá perseverança aos nossos seminaristas e vocacionados. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua igreja. Senhor da vida e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, mãe da igreja, modelo dos seguidores do evangelho, ajuda-nos a responder sim. Amém