Vida Consagrada Carmelita

Monjas carmelitas, presença orante na Igreja.

A vocação nos lança a uma dimensão profunda de chamado e resposta, um diálogo de amor entre o coração humano e Deus. Um diálogo que se inicia antes mesmo do próprio nascimento, onde o Pai já tem predestinado o caminho de cada um de seus filhos.

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Com o batismo somos inseridos no mistério de Cristo Jesus, do qual são infundidos em nós os sacramentos que irão nortear a vivência do evangelho, promovendo assim, um crescimento maduro humano e espiritual, que irá apurar nossos sentidos para percebermos a vontade de Deus em nossa vida.

Tal como nos relata os evangelhos, quando Jesus caminhando, vê e chama seus discípulos, assim também Ele fixa em nós seu olhar penetrante e nos chama a segui-lo. Um chamado de amor, que requer somente um coração disponível, como o de Maria que não hesitou em responder: “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra.”

Se toda a vocação passa por esse processo, também a vocação carmelita em particular para a vida contemplativa.

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Em nosso mundo de hoje há quem pensa que a vocação para mosteiros, já se tornou fato do passado. Porém, mais do que nunca a vocação contemplativa tem sido uma resposta para muitas jovens que não encontram na realidade em que vivem a plena satisfação do coração.

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Uma vida totalmente dedicada ao Senhor, uma opção radical pela vida de oração, alicerçada pela fraternidade comunitária, e imbuídas pelo espírito da missão da qual nós alcançamos pelas preces e súplicas que elevamos a Deus, faz-nos sentir membros vivos do corpo místico de Cristo, penetrando, pela oração, no mais profundo alicerce da Igreja e da humanidade.

A cada jovem que inicia sua vida monástica é orientada a deixar-se envolver pelo espírito contemplativo, que irá moldando o próprio ser pela experiência do deserto, do silêncio, da “chama viva de amor” que vai consumindo e transformando tudo aquilo que afasta do Sumo Bem. Sem deixar de lutar com as tentações que certamente irá “rodear como um leão a rugir”, a pessoa fascinada pelo Amor Divino, terá plena segurança nos braços do Pai uma vez que se entrega com toda confiança.

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Como monjas carmelitas compartilhamos com toda a Família Carmelitana um único carisma, “viver em obséquio de Jesus Cristo, numa atitude contemplativa que plasma e sustenta nossa vida de oração, fraternidade e serviço, em íntima familiaridade com a Virgem Santíssima e o Profeta Elias.” (RIVC das monjas)

Somente um coração contemplativo poderá ver traços eternos em paisagens diárias. Sim, isto é possível quando vivenciamos o ponto alto de nossa vocação. Uma vez estando arraigadas na vida de oração, cremos que este ideal possui uma energia evangelizadora, que quando ardente de zelo, pode abraçar o mundo inteiro e não está limitada nem pelo tempo nem pelo espaço físico.

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Como Santa Teresinha podemos sim dizer que a vida contemplativa é o coração da Igreja, pois ela pulsa de ardente amor, levando pela vivência da oração, sangue renovado nas veias deste corpo místico, assim sendo, concluímos que a vocação da monja carmelita deve ser traduzida nesta única palavra: “Amor… porque o Amor abrange todas as vocações… e sendo o amor, seremos tudo!”

Por Ir. Silvana Cristina, O.Carm.

 

Uma ideia sobre “Vida Consagrada Carmelita

  1. Olá queridas irmãs! Venho por meio desta mensagem dizer que cheguei bem nos Estados Unidos e tudo está correndo como deveria, graças a Deus que sempre está ao meu lado me guiando com sua luz e suas palavras. Quero mandar um abraço e um beijo a todas, em especial à irmã Solange! Estou com saudade de todas! Hoje acredito que conseguirei ir à missa aqui! Boa semana a todas!

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