Feliz Natal!

A comunidade das monjas carmelitas deseja a todos um Feliz e Santo Natal do Senhor!

Busquemos na manjedoura Aquele que nos ensina a humildade, o amor… Aquele que nos traz a paz e a alegria verdadeira que brota de uma esperança que jamais decepciona.

Acolhamos o Menino Deus que veio morar entre nós e deixemos-nos ser tansformados pela Luz que Dele irradia.

FELIZ NATAL!!!

natal 2013

Comentário Bíblico

4 °Domingo do Advento- 22de dezembro de 2013

 

sonho-de-jose[1] Disponibilidade – Mateus 1, 18 – 24. 

Os noivos José e Maria tinham a suas vidas organizadas e planejadas. Tudo se realizaria de comum acordo e respeitando as leis de Moisés. De repente Deus intervém nestas suas vidas e modifica todos estes planos. Se esta intervenção trouxe muita alegria e felicidade, pois Maria foi escolhida por Deus para ser a Mãe de Deus, o Salvador, de outro lado causou apreensão e preocupação a esta mãe, pois como explicar esta gravidez ao seu noivo José? Mesmo assim Maria confia em Deus, aceita ser a Mãe do Salvador e se entrega totalmente nas mãos de Deus, o Todo-poderoso. É do nosso conhecimento, como o nosso Pai do céu soluciona a dificuldade. Ele orienta José, que por sua vez acredita na palavra de Deus, aceita esta intervenção divina e eles se transformam numa família feliz, abençoada e protegida pelo Pai.

Pode acontecer coisa semelhante na nossa vida. Planejamos, organizamos, nos preparamos para uma coisa e de repente Deus intervém e nos indica outro caminho. Talvez um caminho não desejado nem sonhado. E neste caso somos capazes como José e Maria de confiar em Deus? A nossa resposta será: ”Seja feita a tua vontade e não a minha” ou nos revoltamos e reclamamos? Estamos convictos de que Deus será o nosso protetor e orientador nesta caminhada nova e nos ajudará a resolver os nossos problemas?

 Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro

 

Comentário Bíblico

 3° Domingo do Advento – 15 de dezembro de 2013

O-ADVENTO[1] 

 Mateus 11, 1 – 11

 João Batista envia os seus discípulos a Jesus com a pergunta sobre a sua verdadeira identidade. Jesus responde: observe bem o que eu falo e faço, vejam as coisas que acontecem ao meu redor e vocês saberão quem Eu sou.

Este mesmo princípio nos aplicamos muitas vezes para conhecer os nossos semelhantes. Quantas vezes nos julgamos os outros baseando-nos neste princípio. Mas uma pergunta precisa ser feita: Já tivemos a coragem de olhar e julgar o que nos mesmos falamos e fazemos concretamente na nossa vida diária, a fim de poder descobrir quem somos de fato e não o que aparentamos?

É muito possível a gente se assustar com as descobertas que faremos, mas é também mais uma ocasião que Deus providencia para podermos iniciar uma nova conversão: Endireitar os caminhos do Senhor!

Por sua vez Jesus pergunta aos seus discípulos, o que João Batista representa para eles. Ele mesmo responde: João não é uma figura frágil, muito menos rico, mas é aquele que o profeta Malaquias (Mal. 3, 5) prometeu; ”Eis que envio meu mensageiro diante de ti, para que prepara o caminho”. Um grande profeta que procurará ajudar os homens na preparação da vindo do Salvador, Cristo Jesus.

Eu que sou cristão e que confio nas palavras de Jesus, sou declarado mais importante que João Batista, sou aquele que agora devo auxiliar o meu irmão para a vinda de Jesus neste mundo perturbado em que vivemos. Eu sou o mensageiro que anuncia os caminhos do Senhor, não apenas por palavras, o que até é fácil, mas de modo especial pelas minhas obras e atitudes.

Comentário escrito pelo Capelõa do Mosteiro

 

Festa de São João da Cruz

Dia 14 de Dezembro Festa de São João da Cruz

Carmelita e Doutor da Igreja 

Breve biografia de São João da Cruz são joão da cruz 02[1]

São João da Cruz nasceu em 1542 em Fontiveros, província de Ávila, na Espanha. Seus pais se chamavam Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. Gonzalo pertencia a uma família de posses da cidade de Toledo. Por ter-se casado com uma jovem de classe “inferior” foi deserdado por seus pais e tornou-se tecelão de seda.

Em 1548, a família muda-se para Arévalo. Em 1551 transfere-se para Medina del Campo, onde o futuro reformador do Carmelo estuda numa escola destinada a crianças pobres. Por suas aptidões, torna-se empregado do diretor do Hospital de Medina del Campo. Entre 1559 a 1563 estuda Humanidades com os Jesuítas. Ingressou na Ordem dos Carmelitas aos vinte e um anos de idade, em 1563, quando recebe o nome de Frei João de São Matias, em Medina del Campo. Pensa em tornar-se irmão leigo, mas seus superiores não o permitiram. Entre 1564 e 1568 faz sua profissão religiosa e estuda em Salamanca. Tendo concluído com êxito seus estudos teológicos, em 1567 ordena-se sacerdote e celebra sua Primeira Missa.

Infelizmente, ficou muito desiludido pelo relaxamento da vida monástica em que viviam os conventos carmelitas. Decepcionado, tenta passar para a Ordem dos Cartuxos, ordem muito austera, na qual poderia viver a severidade de vida religiosa à que se sentia chamado. Em setembro de 1567 encontra-se com Santa Teresa, que lhe fala sobre o projeto de estender a Reforma da Ordem Carmelita também aos padres. O jovem de apenas vinte e cinco anos de idade aceitou o desafio. Trocou o nome para João da Cruz. No dia 28 de novembro de 1568, juntamente com Frei Antônio de Jesús Heredia, inicia a Reforma. O desejo de voltar à mística religiosidade do deserto custou ao santo fundador maus tratos físicos e difamações. Em 1577 foi preso por oito meses no cárcere de Toledo. Nessas trevas exteriores acendeu-se-lhe a chama de sua poesia espiritual. “Padecer e depois morrer” era o lema do autor da “Noite Escura da alma”, da “Subida do monte Carmelo”, do “Cântico Espiritual” e da “Chama de amor viva”.

A doutrina de João da Cruz é plenamente fiel à antiga tradição: o objetivo do homem na terra é alcançar “Perfeição da Caridade e elevar-se à dignidade de filho de Deus pelo amor”; a contemplação não é um fim em si mesma, mas deve conduzir ao amor e à união com Deus pelo amor e, por último, deve levar à experiência dessa união à qual tudo se ordena”. “Não há trabalho melhor nem mais necessário que o amor”, disse o Santo. “Fomos feitos para o amor”. “O único instrumento do qual Deus se serve é o amor”. “Assim como o Pai e o Filho estão unidos pelo amor, assim o amor é o laço da união da alma com Deus”.

O amor leva às alturas da contemplação, mas como o amor é produto da fé, que é a única ponte que pode salvar o abismo que separa a nossa inteligência do infinito de Deus, a fé ardente e vívida é o princípio da experiência mística. João da Cruz costuma pedir a Deus três coisas: que não deixasse passar um só dia de sua vida sem enviar-lhe sofrimentos, que não o deixasse morrer ocupando o cargo de superior e que lhe permitisse morrer humilhado e desprezado.

Faleceu no convento de Ubeda, aos quarenta e nove anos, no dia 14 de dezembro de 1591, após três meses de sofrimentos atrozes. A primeira edição de suas obras deu-se em Alcalá, em 1618. No dia 25 de janeiro de 1675 foi beatificado por Clemente X. Foi canonizado e declarado Doutor da Igreja por Pio XI . Em 1952 foi proclamado “Patrono dos Poetas Espanhóis”.

Diapositivo8[1]