Comentário Bíblico

30º Domingo do tempo comum – 27 de outubro de 2013

razao-pra-continuar-Deus-np[1] Humildade – Lucas 10, 9 – 14. 

Quantas vezes os cidadãos tentam justificar os seus erros e transgressões alegando as seguintes justificativas: “Você sabe com quem está falando ou eu sou” DE MENOR!”“. Expressões que querem nos convencer que posição social ou idade justificam os erros cometidos e consequentemente esta posição social ou idade tornam algumas pessoas mais importantes e melhores que os seus semelhantes. Por isso lhes serão permitidos certos erros e pecados. Jesus afirma que estas alegações são totalmente incabíveis, sem valor nenhum e não tem nenhuma importância para Deus. O que importa de verdade para Deus é o cristão sincero, que deseja seguir os passos e ensinamentos Dele. É verdade, o cristão ás vezes erra e falha no seu propósito, comete pecado e assim dificulta a sua própria caminhada em direção a felicidade, mas em seguida pede humildemente perdão a Deus, levante e continue a sua caminhada rumo a este Deus que tanto ama e como diz a palavra de Deus “Este voltou para casa justificado.” Lucas 18,14b. Pois “todo o que se exalta será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”. Eu serei humilhado ou exaltado? A resposta cabe a cada um de nós.

Comentário escrito pelo capelão do Mosteiro

 

Comentário Bíblico

29° Domingo do tempo comum – 20de outubro de 2013

fotos-fotos-religiosas-2ee78b[1] Perseverança – Lucas 10, 1 – 8.

 Quando solicitamos um benefício ou exigimos o nosso direito em alguma instância, entendemos melhor esta parábola do juiz iníquo que Jesus nos propõe como tema de reflexão. Mesmo diante do pouco caso e outras atitudes negativas por parte deste juiz, a viúva pobre não desiste, não desanima em momento algum, mas consciente do seu direito insiste, persevere até resolver o seu problema. E Jesus afirma se até um juiz iníquo atende ao pedido de quem insiste, só para se livrar de um incomodo como vocês podem pensar que Deus, que não é iníquo, mas pelo contrário é o próprio amor, não atenderá suas criaturas quando pedem e necessitam o Seu auxilio nas suas lutas e suas dificuldades? Por isso Ele insiste: é necessário ser perseverante na oração. Jamais desanima ou desiste, pois somos frutos deste Seu amor. Com toda a certeza seremos atendidos. Porém, uma pergunta fica no ar: Você acredite, tem fé neste Deus e suas palavras?

Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro

 

Comentário Bíblico

28° Domingo do tempo comum – 13 de outubro de 2013

Gratidão – Lucas 17, 11 – 19. 

No tempo de Jesus, quem contraia a doença da lepra, era expulso da comunidade e não poderia mais aproximar-se dos outros cidadãos. Por isso os dez leprosos, que se encontraram com Jesus na sua viagem a Jerusalém, não se aproximaram Dele, mas de longe gritavam bem alto, para que Ele os pudessem escutar, pedindo a cura de tão terrível doença. Jesus percebendo e sentindo o sofrimento destas pessoas, se comove e manda que se apresentem aos sacerdotes conforme a lei judaica prescreve, para serem declarados curados. Enquanto os dez iam caminhando, perceberam que todos eles estavam livres do seu mal. Mas só um se lembre de voltar para junto de Jesus para agradecê-Lo pelo benefício recebido. É uma das poucas vezes que Jesus reclama e pergunta, onde estão os outros nove que também foram curados. Portanto, fica claro, o que magoa Jesus é a ingratidão, o não reconhecer da graça recebida e com toda a certeza nós concordamos, nada pior do que a ingratidão.

Nós que já recebemos tantas e enormes graças, benefícios e auxílios de Deus, já nos lembramos de dizer: Obrigado Senhor? Não?  Então está na hora de se lembrar desta ingratidão que tanta desagrada a Jesus e tomar providências.

 Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro

Festa de Nossa Senhora Aparecida

Festa da nossa padroeira- Nossa Senhora Aparecida

12 de outubro de DSC00762

No ano de 1773 aconteceu algo estranho e ao mesmo tempo milagroso na cidade de Aparecida. Três pescadores, procurando o seu sustento no rio Paraíba, encontram no primeiro arrasto o corpo de uma imagem de Nossa Senhora e no arrasto seguinte encontram a cabeça da imagem da santa. Apesar desta cabeça não ser maior que 4 ou 5 centímetros ela fica presa na rede.

Desde aquele data se iniciou a devoção a Nossa Senhora com a invocação de “Aparecida”. Esta devoção aos poucos foi se espalhando pelo país e Ela mostrava e mostre até hoje o seu agrado com esta devoção tornando claro e evidente o amor deste povo por Maria. Ela atende aos pedidos do seu povo, alivia os sofrimentos dos devotos enfim derrama o seu amor sobre o Brasil e todo o povo brasileiro. Esta preocupação por parte Dela para com a Terra da Santa Cruz e seus habitantes fez com que hoje Ela é, e sempre será a PADROEIRA DO BRASIL. O amor e a confiança deste povo na sua padroeira são incalculáveis e Ela corresponde diuturnamente. Observa só a realidade: o cristão consciente é atendido por Ela e o cristão que não leve esta vida a sério nem participa da sua comunidade recebe a orientação que necessita, quando a solicita, mesmo quem diga que não acredita em Deus, recebe a sua assistência quando procurada.

Por tudo isso no dia de hoje louvemos a nossa Padroeira e agradecemos toda a sua preocupação conosco e pedimos: DAI-NOS A BENÇÃO O MÃE QUERIDA!!!

Por Frei Batista Wanders, OC

Comentário Bíblico

27° Domingo do tempo comum – 06 de outubro de 2013.

Imagem_jesus_é_deus[1] A fé pequena – Lucas 17,5 – 10 

A fé é um dom de Deus, que Ele oferece a todos os homens de todos os tempos. Estes homens por sua vez podem ou não aceitar este dom de Deus. Mas uma vez aceita, o dom se torna capaz de coisas maravilhosas e até milagrosas como a própria vida já nos ensinou. Nem por isso um homem é melhor ou maior que o seu irmão. Pois esta fé, por sua vez, esclarecerá o fato, que todos somos criaturas, filhos do mesmo Pai, que espera a nossa resposta, ou seja, que vivamos conforme sua orientação e aconselhamento, seguindo os passos, exemplos e mensagens de Cristo Jesus, nosso Irmão maior.  Vivendo assim perceberemos concretamente que somos totalmente dependentes de Deus e mesmo cumprindo o nosso dever de filho, Ele não nos deve coisa alguma, pelo contrário apenas fomos fiéis a um compromisso, assumido de livre e espontânea vontade, ao escolher a vida cristã como caminho para nossa vida em direção à felicidade hoje e sempre.

 Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro.

Santa Teresinha do Menino Jesus

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face

 SANTA-TEREZINHA-DO-MENINO-JESUS[1]

Marie Françoise Thérèse, nasceu em Alençom (França) no dia 02 de janeiro de 1883, sendo batizada dois dias depois na igreja de Notre-Dame. Filha de relojoeiro e joalheiro, e sua mãe famosa bordadeira, vítima de cancer, morre em 28 de agosto de 1877. Aos 3 anos, juntamente com o pai e as irmãs, transferiu-se para a cidade de Lisieux, recebendo uma formação exigente e cheia de religiosidade. Na festa de Pentecostes de 1883, ela é milagrosamente curada de uma enfermidade através de um sorriso que lhe oferece a Virgem Maria. Educada pelas monjas beneditinas, até outubro de 1885, completa seus estudos em casa sob a orientação de Madame Papineau. Fez a primeira comunhão em 8 de maio de 1884, depois de uma intensa preparação. Este grande dia marca a “fusão” de Teresinha com Jesus. No dia 14 de junho do mesmo ano, recebeu o sacramento da crisma. Em 1886, Teresa vive uma profunda experiência espiritual com Deus, no qual foi “convertida” como ela mesmo disse. Põe-se a pensar seriamente em abraçar a vida religiosa como monja carmelita, a exemplo de suas irmãs Maria e Paulina, no Carmelo de Lisieux, mas é impedida em seu sonho devido à pouca idade. Por ocasião de uma peregrinação à Itália, depois de visitar Loreto e alguns pontos de Roma, numa audiência concedida pelo Papa Leão XIII a um grupo de peregrinos de Lisieux, no dia 20 de novembro de 1887, audaciosamente ela suplica ao Santo Padre a permissão para ingressar no Carmelo aos 15 anos de idade.

littleflower[1]

 
No dia 9 de abril de 1888, após muitas dificuldades, consegue realizar seu sonho e é aceita na clausura do Carmelo. Recebe o hábito da Ordem da Virgem no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Emite seus votos religiosos no dia 8 de setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria. Inicia no Carmelo o caminho da perfeição traçado pela Madre Fundadora, Santa Teresa de Jesus, cumprindo com fervor e fidelidade os ofícios que lhe são confiados.

Em 1895, por obediência, começa a escrever suas memórias que serão publicadas, após sua morte, com o título História de uma Alma. Este livro será responsável pela divulgação da vida e espiritualidade de Santa Teresinha no mundo inteiro, sendo traduzido em 58 línguas.

 No dia 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, oferece-se vítima de holocausto ao Amor Misericordioso de Deus. Em 3 de abril do ano seguinte, na noite entre a Quinta-feira e a Sexta-Feira Santa, tem uma primeira manifestação da tuberculose, a doença que a levará à morte. Teresa não se rebela.

Acolhe sua enfermidade como a misteriosa visita do Esposo Divino. Serão 27 meses de terrível martírio. Começa uma prova de fé, mas manter-se-á firme até o fim, sem jamais rebelar-se. Tudo aceita com paciência e amor. Chega a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto.

Tendo piorado a sua saúde, em 8 de julho de 1897 é conduzida à enfermaria do Carmelo. Suas irmãs e as outras monjas, no afã de não perder nenhuma de suas palavras, anotam tudo que ela diz entre dores atrozes e gemidos. Pouco antes de morrer, sem o menor consolo, exclamou:

 Não me arrependo de haver-me entregue ao amor.

 Às 19 horas do dia 30 de setembro de 1897 fixou os olhos no crucifixo e exclamou: Meu Deus, eu Te amo. Depois de um êxtase que teve a duração de um Credo, expirou. Obscura e anônima, parte para os braços do Pai a humilde carmelita que um dia será chamada a maior Santa dos tempos modernos.

O Papa Pio XI a canonizou no dia 17 de maio de 1925. No dia 9 de junho de 1897 havia prometido fazer cair uma chuva de rosas sobre o mundo. No dia 17 de julho explicara melhor em que consistiria esta chuva: Eu quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra.

 No dia 1o de agosto havia profetizado: Ah, eu sei que o mundo inteiro me amará.

 De fato, em vinte cinco anos foram contados mais de quatro mil prodígios atribuídos à sua intercessão. A leitura e meditação de História de uma Alma vem causando, há cem anos, incontáveis conversões.

 Sua mensagem pode ser resumida em quatro pontos:

- seguir o caminho da simplicidade

- entreguemos todo o nosso ser ao amor

- fazer cumprir a vontade de Deus em tudo

- e que o zelo pela salvação das pessoas devore nossos corações.

No dia 14 de dezembro de 1927, o Papa Pio XI proclamou “Santa Teresa do Menino Jesus padroeira principal de todos os missionários, homens e mulheres, e de todas as missões existentes em toda a terra, com São Francisco Xavier e com todos os direitos e privilégios que convêm a este título”.

Ela nos mostra o quanto é salutar aceitarmos nossos próprios limites e assumir a nossa pequenez, sem nos envergonharmos de nossa humanidade. Nada há de extraordinário na vida dessa monja. O que há de especial em Teresinha é a simplicidade com que amou a Deus.

O ardor missionário de Teresinha se manifesta no seu zelo em salvar almas, isto é, conduzir as pessoas a Deus, fazendo-as cientes do quão são amadas pelo Senhor Misericordioso. Sua missão é fazer Deus amado, adorado, por seu amor, por sua bondade. No Carmelo compreendeu que sua missão era “fazer amado o Rei do céu, submeter-lhe o reino dos corações…”

Por que Santa Teresinha é conhecida mundialmente como “A Santa das Rosas”?

Quando Teresa estava numa das suas crises de gastroenterite, sua mãe Zélin Martin foi a um vilarejo próximo à procura deuma senhora que ficasse com Teresa. Assim, de 16 de março de 1873 a 2 de abril de 1874, Teresa viveu nesse lugar onde os habitantes tinham um belo costume: presentearem-se, qualquer motivo, com flores. É provável que a precoce convivência com esses odores tenha acendido em nossa santa uma paixão que jamais a abandonará: as flores, especialmente as rosas. Ela sentia-se feliz quando podia jogar pétalas de rosas sob o ostensório com o Santíssimo Sacramento. Madre Inês, sua irmã de sangue, relata que, no dia 14 de setembro de 1897, Teresinha ganhou uma rosa e a desfolhou sobre o crucifixo de forma muito carinhosa. Algumas pétalas caíram no chão da enfermaria. Muito seriamente, a santa teria afirmado: “Ajuntai bem estas pétalas, minhas irmãzinhas, elas vos servirão a dar alegrias, mais tarde… Não percam nenhuma…” Seu prazer era atirar flores no grande crucifixo do pátio do Carmelo. Gostava de cobrir o seu crucifixo de rosas de forma muito cuidadosa, afastando as pétalas murchas. No entanto, não lançava flores em ninguém. Madre Inês conta que certa vez colocou-lhe rosas nas mãos, pedindo-lhe que as atirasse em alguém, como sinal de afeto. A santa recusou-se a fazê-lo. Ela só desfolhava e lançava rosas para seu amado Jesus. “Compreendi que o brilho da rosa… não tira o perfume da pequena violeta… Compreendi que, se todas as florzinhas quisessem ser rosas, a natureza perderia seu enfeite primaveril…” Por isso, ela conclui, Deus criou ” os grandes santos que podem ser comparados…. às rosas”. No jardim da vida há lugar para as humildes flores, as frágeis violetas, que não possuem o vigor e o perfume das rosas, mas mesmo assim enfeitam o mundo. As rosas são os gigantes da fé. As violetas são as almas pequenas que trilham o pequeno caminho. Após sua morte os milagres irão se multiplicar. Ela prometeu continuar sua missão no céu, trabalhando para o bem das almas e não frustrou os que confiam em sua oração.

Também através da devoção do terço das rosas, da qual Pe. Putigam, tanto trabalho para divulgação, ao receber de forma milagrosa, a graça e a rosa que pediu a Santa Teresinha. Ainda hoje são muitos os relatos de curas, milagres e conversões realizados por intermédio da humilde carmelita. Ela nos faz descobrir que o Evangelho não é conjunto de frases edificantes escritas para nos comover ou atemorizar. O Evangelho é uma pessoa concreta: Jesus de Nazaré! Uma vez apaixonados por Ele e atentos à lição de Teresinha, saberemos encontrar o melhor modo de segui-lo.

thumb[1]

 Fonte: “Sede santo como Vosso Pai é Santo”