Coemntário Bíblico

22 Domingo do tempo comum – 01de setembro de 2013 

imagesCAA7JT5S

Humildade – Lucas 14, 1. 7 – 14

 Jesus observa o comportamento do ser humano em diversas ocasiões e lamenta o fato que um querer ser mais importante que o outro apesar de estarem conscientes que todos são iguais perante Deus. Ele alerta: esta atitude terá um fim muito humilhante, pois chegará a hora em que alguém mais importante, ocupará o seu tão sonhado lugar, muitas vezes conquistado com exploração e desprezo do semelhante. Será uma grande vergonha! Portanto aceita a si mesmo como você realmente é. Igualzinho a todos os homens que habitam nesta terra, pois são todas criaturas do mesmo Deus, que é o Pai de todos. Jesus alerta: Não faça o bem ou um favor ao irmão esperando ou pretendendo receber algo em troca. Queria bem o teu irmão de verdade e não por interesse. Não queira tirar vantagem de tudo o que faz, mas espera com fé, pois quem observa as suas ações é o próprio Deus, que não se esquece de nada e com certeza o recompensará.

 Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro “Flos Carmeli”

Consagração Religiosa

Minha vocação é o Amor!

“Ser tua esposa, oh Jesus! Carmelita, mãe das almas, deveria ser bastante pra mim…
Sim, encontrei meu lugar na Igreja. E tal lugar, oh meu Deus, fostes vós que me destes. No coração da Igreja, minha mãe, serei tudo, serei o amor… “

(Santa Teresinha)

No próximo dia 08 de Setembro, dia da Natividade de Nossa Senhora, Irmã Solange nasce de uma forma toda especial para o Carmelo, pela sua Consagração Perpétua na Ordem do Carmo. A Profissão dos Votos, de Castidade, Pobreza e Obediência, que nós religiosos fazemos, manifesta ao mundo o desejo ardente de viver somente para Deus, consagrando totalmente nosso ser Aquele que é o Absoluto de nossas vidas.

Rezemos pela fidelidade desta nossa Irmã, para que cada vez mais ela testemunhe ao mundo, pela vida de oração e contemplação, o imenso e gratuito amor de Deus.

convite[1]

 

Santo Agostinho

Celebramos neste dia 28, a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.

imagesCAEYYV5X

Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.

Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.

O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:“…revesti-vos do Senhor Jesus Cristo…não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”.

Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.

imagesCA0GTQIN

Santo Agostinho, rogai por nós!

Confira aqui um pouco do pensamento de Santo Agostinho:

“Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu contigo. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz.”

“Quer louvar-te o homem, esta parcela de tua criação! Tu próprio o incitas para que sinta prazer em louvar-te. Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto no repousa em Ti.”

“Para alcançarmos esta vida feliz, a verdadeira Vida nos ensinou a orar.”

“Não é de admirar se a soberba gera a separação, a caridade, a unidade.”

“Oh eterna verdade, verdadeira caridade e querida eternidade! És o meu Deus, por ti suspiro dia e noite”

Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheça como sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga.”

“Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o seu maior louvor, se viverdes santamente.”

“Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: Orai sem cessar (1Ts 5,17). Ainda que faças qualquer coisa, se desejas aquele repouso do Sábado eterno, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar.”

“A paixão do Senhor mostra-nos as dificuldades da vida presente, em que é preciso trabalhar, sofrer e por fim morrer. A ressurreição e glorificação do Senhor nos revelam a vida que um dia nos será dada.”

“Não temos então medo de fraquejar? Por quê? Porque invocaremos o nome do Senhor. Como venceriam os mártires, se neles não vencesse aquele que disse: Alegrai-vos porque eu venci o mundo? (João 16,33)”

“Tens o que oferecer. Não examines o rebanho, não apresentes navios e não atravesses as mais longínquas regiões em busca de perfumes. Procura em teu coração aquilo que Deus gosta.”

“Grandes coisas o Senhor nos promete no futuro! Por que a fraqueza humana ainda hesita em acreditar que um dia os homens viverão em Deus? Muito mais incrível é o que já aconteceu: Deus morreu pelos homens.”

“Amando o próximo e cuidando dele, vais percorrendo o teu caminho. Ajuda, portanto, aquele que tens ao lado enquanto caminhas neste mundo, e chegarás junto daquele com quem desejas permanecer para sempre.”

“Eu peço: amai comigo, correi crendo comigo, desejemos a pátria celeste, suspiremos pela pátria do alto, sintamo-nos como peregrinos aqui.”

“Que deseja a alma com mais veemência do que a verdade?”

“Por maior que seja o temor da morte, deve vencê-lo a força do amor com que se ama aquele que, sendo nossa vida, quis sofrer até a morte por nós.”

“Disse muito bem quem definiu o amigo como metade da própria alma. Eu tinha de fato a sensação de que nossas duas almas fossem uma em dois corpos.”

imagesCADPZHEC

Fonte: Canção Nova

Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho.

Dia 27 de agosto celebramos o dia de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho.

 imagesCA7XEDB0

Santa Mônica é modelo de mãe dedicada, que sofre por seus filhos, mas procura em Deus as forças para continuar de pé e lutar por sua felicidade. Durante sua vida, sofreu muito com seu marido, e ao ficar viúva, também sofreu com seu filho Agostinho, mas não desanimou. Ela orou constantamente pela conversão de seu filho, que veio a se tornar cristão depois dos 30 anos de idade. Agostinho não só se converteu como virou para nós um exemplo de busca pela verdade, se tornou santo e doutor da Igreja (a Igreja celebra sua memória no dia 28 de agosto, após o dia de sua mãe).

Pedimos por sua intercessão, por tantas mães que sofrem com seus filhos aprisionados pelos vícios, pela violência, pela injustiça e pela discriminação. Que o Senhor conceda a essas mulheres a firmeza de Santa Mônica em jamais desistir de acreditar na conversão de seus filhos.

Comentário Bíblico

21 Domingo do tempo comum – 25 de agosto de 2013 

Prevenção – Lucas 13, 22 – 30

 A salvação deve ser construída enquanto o homem permanece neste mundo, pois com a morte se esgota o tempo hábil para qualquer conquista. Para a conquista desta salvação se tornar realidade, Cristo exige fidelidade a sua mensagem. Fidelidade esta que não será sempre fácil no mundo perturbado, corrupto e repleto de ilusões que vivemos. Jesus afirma que com toda a certeza existem irmãos que desanimam diante das dificuldades, desistem da luta diária e são arrastados pelas tentações do dinheiro, do poder e da fama e este mesmo Jesus afirma, que não só nos que nós chamamos de católicos somos convidados a viver junto de Deus, mas se compromete a dar a todos os homens de todos os tempos e lugares esta mesma felicidade se vivem honestamente. Cuidado! “Há últimos que serão os primeiros, e primeiros que serão os últimos.”

Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro

Vida Religiosa Consagrada

1175235_479022795527913_779927388_n[1]

Oração pelas vocações

Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”. Derrama sobre nós o teu Espírito, ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta nossas comunidades para a missão. Ensina nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, na Vida Consagrada e Religiosa. Senhor, que a messe não se perca por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, consagrados e leigos. Dá perseverança aos nossos seminaristas e vocacionados. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua igreja. Senhor da vida e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, mãe da igreja, modelo dos seguidores do evangelho, ajuda-nos a responder sim. Amém

Vida Consagrada Carmelita

Monjas carmelitas, presença orante na Igreja.

A vocação nos lança a uma dimensão profunda de chamado e resposta, um diálogo de amor entre o coração humano e Deus. Um diálogo que se inicia antes mesmo do próprio nascimento, onde o Pai já tem predestinado o caminho de cada um de seus filhos.

images[1]

Com o batismo somos inseridos no mistério de Cristo Jesus, do qual são infundidos em nós os sacramentos que irão nortear a vivência do evangelho, promovendo assim, um crescimento maduro humano e espiritual, que irá apurar nossos sentidos para percebermos a vontade de Deus em nossa vida.

Tal como nos relata os evangelhos, quando Jesus caminhando, vê e chama seus discípulos, assim também Ele fixa em nós seu olhar penetrante e nos chama a segui-lo. Um chamado de amor, que requer somente um coração disponível, como o de Maria que não hesitou em responder: “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra.”

Se toda a vocação passa por esse processo, também a vocação carmelita em particular para a vida contemplativa.

DSC02108

Em nosso mundo de hoje há quem pensa que a vocação para mosteiros, já se tornou fato do passado. Porém, mais do que nunca a vocação contemplativa tem sido uma resposta para muitas jovens que não encontram na realidade em que vivem a plena satisfação do coração.

 DSCF1808

Uma vida totalmente dedicada ao Senhor, uma opção radical pela vida de oração, alicerçada pela fraternidade comunitária, e imbuídas pelo espírito da missão da qual nós alcançamos pelas preces e súplicas que elevamos a Deus, faz-nos sentir membros vivos do corpo místico de Cristo, penetrando, pela oração, no mais profundo alicerce da Igreja e da humanidade.

A cada jovem que inicia sua vida monástica é orientada a deixar-se envolver pelo espírito contemplativo, que irá moldando o próprio ser pela experiência do deserto, do silêncio, da “chama viva de amor” que vai consumindo e transformando tudo aquilo que afasta do Sumo Bem. Sem deixar de lutar com as tentações que certamente irá “rodear como um leão a rugir”, a pessoa fascinada pelo Amor Divino, terá plena segurança nos braços do Pai uma vez que se entrega com toda confiança.

proc

Como monjas carmelitas compartilhamos com toda a Família Carmelitana um único carisma, “viver em obséquio de Jesus Cristo, numa atitude contemplativa que plasma e sustenta nossa vida de oração, fraternidade e serviço, em íntima familiaridade com a Virgem Santíssima e o Profeta Elias.” (RIVC das monjas)

Somente um coração contemplativo poderá ver traços eternos em paisagens diárias. Sim, isto é possível quando vivenciamos o ponto alto de nossa vocação. Uma vez estando arraigadas na vida de oração, cremos que este ideal possui uma energia evangelizadora, que quando ardente de zelo, pode abraçar o mundo inteiro e não está limitada nem pelo tempo nem pelo espaço físico.

claustro

Como Santa Teresinha podemos sim dizer que a vida contemplativa é o coração da Igreja, pois ela pulsa de ardente amor, levando pela vivência da oração, sangue renovado nas veias deste corpo místico, assim sendo, concluímos que a vocação da monja carmelita deve ser traduzida nesta única palavra: “Amor… porque o Amor abrange todas as vocações… e sendo o amor, seremos tudo!”

Por Ir. Silvana Cristina, O.Carm.

 

Comentário Bíblico

20° Domingo do tempo comum – 18 de Agosto de 2013.

 Justiça – Lucas 12, 49 – 53.

As exigências da vida cristã são procedimentos exatamente contrários aos que o mundo prega e adore. Por isso desde o início está declarada a luta entre o cristão verdadeira e o mundo que o rodeio, ou seja, entre o bem e ou mal e a consequência será a divisão dos fiéis a Cristo e os que não lhe dão credito. Observando este cenário Jesus nos convida a julgar cada um por si, o que ele acha conveniente para a sua vida e arcar conscientemente com as consequências da sua opção.

Assunção de Maria

 Maria reconhece todo o valor que o seu “sim” representa para humanidade. Reconhece a sua própria grandeza e o privilégio que recebeu por parte de Deus: Ser a Mãe de Deus, do Salvador, do Messias tão esperado por seu povo. Mas ele exclama em alta voz que esta escolha e este privilégio não são mérito Dela, mas bondade de Deus. Quantas dádivas nós receberam de Deus e quantas vezes agradecemos ao Pai?

 Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro

Semana Nacional da Família 2013

A Graça da Família

capa_hora_familia_2013-300x305[1]

Por Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém (PA)

“Pela fé, embora Sara fosse estéril e ele mesmo já tivesse passado da idade, Abraão tornou-se capaz de ter descendência, porque considerou fidedigno o autor da promessa. E assim, de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão comparável às estrelas do céu e inumerável como os grãos de areia na praia do mar” (Hb 11, 11-12). Abraão é considerado o “Pai da Fé” pelas três grandes religiões monoteístas, o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo. Para elas, a experiência da presença de Deus tem sua fonte no alto, é revelação, cuja iniciativa é do próprio Senhor. A fé, certeza a respeito daquilo que não se vê (Hb 11, 1), introduz nas realidades humanas um horizonte aberto de proporções inimagináveis. Abraão se encontra presente, quando apostou tudo em Deus, na multidão dos homens e mulheres que, nas sucessivas gerações, volta seus olhos para o alto e para frente.

imagesCAL05KKL

A graça da paternidade e da maternidade, experimentada por Abraão e Sara, há de ser posta em relevo em nosso tempo, pois, de fato, “os filhos são herança do Senhor, é graça sua o fruto do ventre” (Sl 127, 3). Queremos oferecer, como profecia de um futuro digno para a humanidade, o presente de famílias cristãs consistentes. A contribuição genuína dos cristãos, neste campo, é a família una, fiel e fecunda. Graça e desafio! Aceitar formar famílias segundo esta proposta é antes de tudo uma vocação a ser descoberta e alimentada. Homem e mulher, pois assim foi criado o ser humano (Gn 1,27), são tocados pelo amor de Deus para serem seus sinais. A resposta, desafio a ser assumido, é construída durante a vida toda.

O coração humano não foi feito para ser dividido em vários amores. Corpo e alma, com todas as suas potencialidades, doados como sinal do amor de Cristo e da Igreja. Chama-se “sacramento” do Matrimônio! Descobrir a pessoa à qual será entregue a própria vida, não como um título de propriedade a ser adquirido, é a grandeza do casamento cristão. Trata-se de uma forma de consagração a Deus! Acreditar que os dois, unidos diante do Senhor, mostram o próprio Deus às outras pessoas e ao mundo. Nosso mundo clama por testemunhas consistentes de tais valores. Os casais cristãos descubram de novo a beleza do que receberam do Senhor e assumiram como vocação.

Com certa frequência aparecem estatísticas sobre a fidelidade e a infidelidade entre os casais. Parece uma propaganda das aventuras infelizmente existentes, que podem suscitar justamente uma banalização de uma das graças do matrimônio cristão. Desejo homenagear os casais que não submetem sua própria intimidade a perguntas que os expõem na praça pública. Sintam-se reconhecidos todos os casais fiéis, e são muito mais do que se divulga! Saibam que a Igreja faz festa com eles por conservarem, no verdadeiro tabernáculo que é sua vida conjugal, o tesouro da fidelidade, prometido com plena liberdade quando seu amor se tornou Sacramento. Não fica esquecido pelo Senhor o dom de suas vidas!

images[10]

Por falar em exposição, sim, os casais cristãos têm algo a mostrar! Trata-se dos filhos, testemunhas da fecundidade do amor verdadeiro. Já se disse que o amor conjugal não é olhar um para outro a vida inteira, mas olharem os dois numa mesma direção! Olhar para o alto, participar da graça criadora de Deus, gerar filhos para a Igreja e para o mundo! É dignidade a ser sonhada e construída pelo homem e a mulher que se unem no Sacramento do Matrimônio. É graça a ser pedida pelos que se preparam ao Casamento.
Tudo isso encontra seu sentido na fé, fundamento de realidades humanas assumidas nesta terra, como pessoas que veem o invisível. Há muita gente pronta para descrever os problemas das famílias. A nós, na Igreja, cabe a tarefa de proclamar um verdadeiro evangelho da família, reconhecida como boa nova para o nosso tempo.

Daí nasce o convite aos jovens vocacionados ao matrimônio, para que empreendam um caminho de discernimento e preparação correspondentes à grandeza do sacramento que desejam abraçar. Entrem na escola do amor verdadeiro, treinem a capacidade de escuta e acolhimento, exercitem a saída de si mesmos para dar espaço à outra pessoa. Peçam a Deus a graça de descobrirem a quem deverão entregar totalmente suas vidas. Sejam anunciadores de novas famílias, renovadas no Espírito Santo.

Aos casais cristãos, chegue o convite da Igreja a edificarem cada dia seus lares sobre o fundamento da fé, de modo a transmitirem valores consistentes aos filhos e os testemunharem à sociedade. Deus lhes confiou muito! A Evangelização de seus filhos começou quando estes foram gerados no amor, deixando neles uma marca indelével. Continuou quando vocês lhes ensinaram os rudimentos da fé cristã. Benditas foram as orações que lhes foram ensinadas! Deem graças ao Senhor porque vocês os apresentaram à Igreja para os Sacramentos, quando os encaminharam à Catequese. Aliás, vocês foram os primeiros catequistas! Deus lhes pague e confirme sua vocação na transmissão e educação da Fé Cristã na Família, como quer celebrar a Semana Nacional da Família. Deus seja louvado pelos valores cristãos que existem em nossas famílias, santuários da fé e da vida!

Com as famílias e pelas famílias, rezamos confiantes no dia dos pais: “Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança que prometestes. Amém!”

 

Comentário Bíblico

19° Domingo do Tempo Comum – 11 de agosto de 2013 

images[6]

Vigilância – Lucas 12, 32- 48.

 As dificuldades que encontramos na vida de cristão as vezes nos amedrontam e nós nos perguntamos: Seremos capazes de resistir até o fim?

Mas esta preocupação não deve fazer parte da nossa vida, pois acreditamos nas palavras de Jesus que afirma: Deus está firmemente determinado a nos dar a salvação, ou seja, a felicidade eterna. Basta tentar viver seguindo os preceitos de Deus, pois esta nossa atitude mostra a nosso Deus o que é realmente importante para nós. Vamos tomar cuidado e atentar pelas tentações e as armadilhas que se apresentam, para que possamos descobri-los em tempo e assim ter condições de uma reação, iluminados pela luz do Espírito Santo.

 Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro