Festa de São Pedro e São Paulo

Festa de São Pedro e de São Paulo – 30 de junho de 2013.

S. Pedro e S. Paulo[1]

Mateus 16, 13 – 19. 

Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”. Palavra da Salvação.

Reflexão: Aceitação – Ao ser interrogado por Cristo a respeito da sua identidade, Pedro afirma: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Jesus alerta: “Não foi nenhum argumento humano que te revelou esta verdade, mas foi o meu Pai que está no céu.” Jesus, percebendo que o Pai revelou o seu segredo a Pedro, resolve revelar outro segredo: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja.” Deste momento em diante Pedro será o substituto de Cristo no mundo e o responsável pelos destinos e mensagens da Igreja de Deus. É uma responsabilidade incalculável, pois substituir e representar Cristo, Deus e homem, no mundo é uma missão que o homem sozinho não pode enfrentar, mas Jesu também afirma: “ as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

Acreditamos na verdade, que o legítimo sucessor de Cristo, nomeado por Ele mesmo, é São Pedro e que o sucessor de Pedro é o nosso Papa Francisco, então explica porque discutimos e discordamos tanto das suas determinações?  Será que manifestações, pronunciamentos e opiniões de autoridades, repórteres, homens de fama são mais importantes e acertadas que a palavra e decisões de nosso Papa Francisco?

Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro

 

Peregrinação de Nossa Senhora do Carmo

O Carmelo de Jaboticabal promove há 33 anos a Peregrinação de Nossa Senhora do Carmo nas famílias de nossa cidade, preparando assim a grande Festa de Nossa Senhora do Carmo no dia 16 de Julho. São pessoas que se organizam a partir de um convite das irmãs ou das pessoas que já pertence aos grupos, para serem coordenadores e organizarem as famílias, ou as casas que desejam receber a visita da Imagem de Nossa Senhora.

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Como um apostolado de oração, esses gupos recebem um material de reflexão diária da Palavra de Deus, levam uma caixa para colocarem pedidos de oração e a Imagem de Nossa Senhora, a fim de que através da devoção Mariana, e de um trabalho de evangelização despertem nosso povo para uma vivência mais profunda da fé, incentivando nossos jovens, as crianças e buscando alicerçar os verdadeiros valores da família.

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 No dia 05 de junho, na capela do Mosteiro houve a celebração de envio, presidida pelo Capelão do Mosteiro Frei Batista, os grupos receberam as Imagens e a Benção sacerdotal para que a caminhada rendesse muitos frutos e atingissem principalmente àqueles que mais necessitam e se distanciaram de Deus.

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Neste Ano da Fé e da Jornada Mundial da Juventude o tema que nos conduz na caminhada é: “Com Maria queremos testemunhar nossa fé!” E o Lema: “Feliz Aquela que acreditou”Lc 1, 45. Tomando Maria como nosso modelo de fé, e ainda:  “Eis-me aqui, envia-me!”Is 6,8,  lembrando a nossa missão, junto a com a juventude, neste ano especial.

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Como a Jovem de Nazaré que acreditou e assumiu a sua missão de ser a Mãe do Salvador, queremos fortalecer a nossa fé, com a escuta da Palavra de Deus, e com a nossa disponibilidade em evangelizar, levando a presença de Jesus e de Maria aos lares e famílias de nossa cidade.

Essa peregrinação também demostra em gesto concreto sua disponibilidade de coração em ajudar o próximo através da solidariedade para com o Hospital do Câncer de Barretos, neste ano estamos arrecadando farinha de trigo conforme solicitação do próprio Hospital.

No próximo dis 05 de Julho será o retorno desses grupos, que todos os anos na véspera da grande Novena de Nossa Senhora do Carmo, se reunem na frente do Mosteiro para louvar e agradecer a Deus e a Nossa Senhora as graças que recebem diariamente desta tão Amável Mãe.

A comunidade das monjas acompanha cada um desses gupos pela oração e pelos sacrifícios oferecidos diariamente pelo trabalho missionário. Confiamos a Maria Santíssima, Nossa Mãe cada uma das famílias e seus filhos devotos.

Venha participar, no dia 05 de Julho às 19:30h, desse momento de fé e de louvor a Nossa Senhora do Carmo, haverá benção especial aos jovens e também a imposição do Escapulário para aquels que desejarem.

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MÃE DO CARMELO, ABRE TEUS BRAÇOS E ACOLHE TEUS FILHOS!

 

Comentário Bíblico

12º Domingo do Tempo Comum – 23 de junho de 2013.

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Evangelho: Lc 9, 18-24

-* 18 Certo dia, Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou: «Quem dizem as multidões que eu sou?» 19 Eles responderam: «Alguns dizem que tu és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que tu és algum dos antigos profetas que ressuscitou.» 20 Jesus perguntou: «E vocês, quem dizem que eu sou?» Pedro respondeu: «O Messias de Deus.» 21 Então, Jesus proibiu severamente que eles contassem isso a alguém. 22 E acrescentou: «O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto, e ressuscitar no terceiro dia.» 23 Depois Jesus disse a todos: «Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga. 24 Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, esse a salvará.

Reflexão: Compromisso e sacrifício

Em oração junto com os seus discípulos, Jesus revela por meio do Espírito Santo, aos apóstolos a sua divindade e ao mesmo tempo a missão a Ele confiada pelo Pai. Missão esta, cuja verdade será comprovada pela ressurreição, que também confirmará a veracidade da sua mensagem. Missão que se resume em tirar o pecado do mundo e ensinar aos homens de todos os tempos e nações o caminho para construir o convívio com Deus. A realização desta missão, porém implicará o sofrimento.

Ele convida todos a seguir seus passos e viver os seus ensinamentos, dando assim testemunha de vida aos homens de boa vontade. Convida, portanto aos homens de qualquer tempo, também do nosso, a serem anunciadores do caminho da salvação, mas ao mesmo tempo alerta ao homem, que ao aceitar este convite, encontrará obstáculos, dificuldades, tentações e sofrimentos. Mas tudo valerá a pena, pois teremos a garantia da felicidade eterna. Não é esta que pretendemos conquistar?

Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro “Flos Carmeli”

 

Monjas Carmelitas

Monjas Carmelitas

“É preciso deixar tudo para abraçar Aquele que é Tudo!” Elizabeth da Trindade

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No silêncio, na solidão e na contemplação descobrimos o amado de nossas almas:

JESUS CRISTO!

Nosso Ideal

Como Monjas Carmelitas, participamos do dom carismático da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo e somos chamadas a “viver em obséquio de Jesus Cristo”, em atitude contemplativa que plasma e sustenta nossa vida de oração, fraternidade e serviço à Deus, à Igreja e aos irmãos.

 

Fecundamos o mundo com a presença de Deus, fazendo de nossa vida um louvor permanente.Testemunhamos o absoluto de Deus e a alegria de servi-lo e viver em sua presença como comunidade orante.

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Deserto, Silêncio e Solidão

A comunidade contemplativa é chamadas a viver na solidão e no silêncio, descobrindo no caminho do deserto, a experiência libertadora de Deus que nos purifica e nos transfigura para vivermos, em todas as dimensões de nossa existência, a fidelidade ao ideal monástico que abraçamos.

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 Nosso Apostolado

Com nossas vidas dedicadas à oração e à contemplação, recordamos à comunidade cristã e ao mundo de hoje a importância dos verdadeiros valores espirituais. Acreditamos que nossa proclamação silênciosa e nosso testemunho humilde do mistério de Deus, produzem um extraordinário fruto apostólico.

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A vocação para  Vida Religiosa Consagrada não é mera inclinação ou gosto, mas parte de uma experiência profunda com Jesus Cristo, é um desejo de viver de forma radical o próprio batismo, assumindo o seguimento como os primeiros discípulos que deixaram tudo para seguir o Mestre, e encontraram em Jesus a razão de suas vidas.

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Nossa vida se concretiza na plena doação, mediante uma vida de ORAÇÃOirmãs no coro

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 e no SERVIÇO

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Vivendo sob o olhar materno de Maria, Nossa Mãe Santíssima do Carmo

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Assim, a vida contemplativa, escondida na solidão de um claustro proclama ao mundo que… “Somente Deus pode satisfazer aos desejos infinitos do coração humano.” (Ratio Institutionis Vitae Carmelitanae Monialium)

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Comentário Bíblico

11º Domingo do tempo comum – 16 de junho de 2013.

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Sinceridade – Lucas 7, 36 – 50.

Um fariseu convida e Jesus aceita tomar uma refeição na casa dele. Estando a mesa, uma mulher, conhecida por todos por ser uma pecadora, se ajoelha aos pés de Cristo, lava os seus pés com as suas lagrimas e em seguida os enxuga com os cabelos. O fariseu estranha a atitude de Jesus, que  aceita tal procedimento por parte da pecadora. Jesus, porém, constatando a honestidade e sinceridade deste gesto de pedir perdão e de solicitar uma oportunidade de recomeçar a vida, chama a atenção dos comensais para este fato perdoando todos os seus pecados. Seria muito bom a gente se lembrar deste episódio da vida de Jesus, cada vez que rezamos a oração do Pai Nosso dizendo: “perdoai as nossas ofensas assim como nos perdoamos a quem nos tem ofendido.”

Perdoar pecados é um poder que pertence só e unicamente a Deus, portanto neste momento Jesus revela a sua divindade e ao mesmo tempo afirma que a salvação é resultado da fé, expressa não apenas por palavras, mas, sobretudo pelos nossos procedimentos diários, que por sua vez produz a paz na nossa vida.

Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro “Flos Carmeli”

O Profeta Eliseu e a tradição do Carmelo

O Profeta Eliseu e a tradição do Carmelo (partes do texto)

Por Frei Wilmar Santin, O.Carm.

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Na Bíblia

O ciclo de Eliseu (2Rs 2-9.13,1-10) está ligado com o de Elias. A vocação de Eliseu está colocada após a teofania do Horeb (1Rs 19,16-21). Segundo a ordem divina, ele é aquele que deve suceder ao Tesbita. Por isso torna-se seu servidor e discípulo (2Rs 2,1-18). Pelo fato de acompanhar e ser testemunha do rapto de Elias, Eliseu herda o duplo espírito do Tesbita (2Rs 2,1-18). O carro e os cavalos que raptaram Elias constituem a escolta invisível de Eliseu (2Rs 6,17). Numerosos milagres e prodígios exaltam “o homem de Deus”, o taumaturgo a serviço dos pobres e que intervém na política. Morto, o seu cadáver ressuscita um morto (2Rs 13,20-21). No livro do Eclesiástico, o seu elogio segue o do seu mestre (Eclo 48,12-14) e recorda o dom do espírito de Elias que recebeu durante o rapto. Entre as suas obras maravilhosas é indicada a ressurreição de um morto após a sua morte. A cura de Naamã, o Sírio, é recordada no Evangelho (Lc 4,27), também depois de recordar Elias.

Por duas vezes a Bíblia menciona a estada de Eliseu no Monte Carmelo: para lá ele se retira após o episódio dos meninos devorados pelos ursos (2Rs 2,25) e ali a sunamita vai encontrá-lo para suplicar-lhe que devolva a vida ao seu filho (2Rs 4,25). Uma gruta com dois patamares era considerada como a “casa de Eliseu”, aquela onde ele recebeu a visita da sunamita. Ali foi construída uma laura (cenóbio) bizantina conhecida como Mosteiro de S. Eliseu.

Nascimento de Eliseu

O provincial carmelita da Catalunha, Felipe Ribot (+ 1392), recorda o prodígio que acompanhou o nascimento de Eliseu, assim como foi contado por Isidoro de Sevilha e Pedro Comestor: “ao nascimento de Eliseu um dos novilhos de ouro adorados pelos filhos de Israel mugiu atravessando o jardim de Eliseu. Um sacerdote do Senhor o escutou em Jerusalém e, inspirado por Deus, proclamou: ‘nasceu em Israel um profeta que destruirá todos os ídolos esculpidos e fundidos”. Só João de Hornby, carmelita inglês do século XIV, indica que Eliseu era descendente de Arão, como Elias, enquanto que a Vitae Prophetarum e Isidoro mencionam “a tribo de Rubem”.

Eliseu, figura de Cristo

Como Elias, Eliseu é apresentado pelos Padres da Igreja como figura de Cristo enquanto taumaturgo. Já Orígenes chamava Cristo “o Eliseu espiritual que purifica no mistério batismal os homens cobertos pela sujeira da lepra” (Hom. sobre Lucas 33,5). Eliseu estendendo-se sobre o menino anuncia a Encarnação de Cristo que se faz pequeno para salvar-nos. O vaso novo lançado com sal na água (episódio amplamente desenvolvido pelos Padres Latinos), o sal que purifica as águas, o machado recuperado, são figuras de Cristo. Multiplicando os pães de cevada para cem pessoas, iluminando os olhos do seu servo e cegando os de seus inimigos, curando Naamã com o banho no rio Jordão, Eliseu é ainda figura do Messias. A ressurreição de um morto ao contato com os seus ossos prefigura da descida de Cristo aos infernos para dar vida aos mortos. No sermão 128 de Cesário, a viúva libertada da sua indigência, graças ao milagre operado por Eliseu, prefigura a Igreja libertada do pecado à vinda do Salvador; a sunamita estéril, que concebe pela oração de Eliseu, é também figura da Igreja estéril antes da vinda de Cristo. Igualmente João Baconthorp (+ 1348) faz o paralelo entre os milagres de Elias e de Eliseu com os de Jesus (Speculum 2).

Eliseu, discípulo de Elias

Nas Antiguidades Judaicas de Flávio Josefo e em numerosos escritos patrísticos seja do Oriente como do Ocidente, Eliseu está constantemente presente como discípulo de Elias, seu filho espiritual, seu herdeiro. Jacques de Saroug (449-521), autor de sete discursos em métrica que representam longamente a figura de Eliseu e a sua mensagem, utiliza diversos epítetos. Igualmente Máximo de Torino (+ 408/423), de quem duas homilias se referem a Eliseu: “Porque se admirar que os anjos, que levaram o mestre, levam o discípulo (…)? De fato ele mesmo é o filho espiritual de Elias, herdeiro da sua santidade” (Sermão 84). Os Diálogos do Papa Gregório Magno muitas fazem eco às façanhas de Eliseu. Se a “rubrica prima” das Constituições de 1289 se contenta de justapor Elias e Eliseu, João de Cheminot, depois João de Venette especificam que Eliseu é “discípulo” de Elias. Porém as Constituições de 1357 foram assim modificadas: “A partir do Profeta Elias e de Eliseu, seu discípulo”.

Eliseu, o discípulo por excelência

Eliseu não é discípulo de Elias somente. Seguindo a tradição hebraica que se encontra nas Vitae prophetarum, na introdução de São Jerônimo em seu Comentário ao livro de Jonas e algum outro escrito patrístico, Jonas seria o filho da viúva de Sarepta, ressuscitado pelo profeta e que se tornou discípulo de Elias: “Jonas, depois da sua morte, foi ressuscitado pelo profeta Elias: o seguiu, sofreu com ele e, por sua obediência ao profeta, mereceu receber do dom da profecia” (Sinassário árabe jacobita de 22 de setembro). João Baconthorp conhecia esta tradição que provém de São Jerônimo. João de Cheminot, seguindo Felipe Ribot, indica como primeiro discípulo o servo que Elias deixou em Bersabéia, quando fugia de Jesabel (1Rs 19, 3). Este servo é aquele que Elias enviou ao cume do Monte Carmelo para observar a chegada da chuva (1Rs 18, 43).

Segundo as Vitae prophetarum, Abdias, o intendente de Acab que escondeu os cem profetas em grupos de cinqüenta, enviado por Acazias, (1Rs 18, 3-4) tornou-se discípulo de Elias. Teodoro Bar-Koni, autor nestoriano do século VIII, especifica que ele recebeu o dom da profecia após ter seguido Elias. Os carmelitas medievais enumeram Abdias entre os grandes discípulos de Elias.

Felipe Ribot é o único carmelita do século XIV a mencionar o profeta Miquéias como discípulo de Elias.

Para Cheminot e Ribot, Eliseu ocupa o primeiro lugar no grupo dos discípulos do Profeta Elias.

O duplo espírito de Elias

Eliseu é o sucessor de Elias que recebeu o seu duplo espírito, quando viu seu rapto (2Rs 2, 9-13). De acordo com uma tradição hebraica, Eliseu realizou 16 milagres, enquanto que Elias havia feito 8. A partir do século XII, Ruperto de Deutz fez o mesmo cálculo (A Vitória do Verbo de Deus). Para São Jerônimo, o duplo espírito se manifesta com os milagres maiores. Para Felipe Ribot, o duplo espírito é o dom da profecia que consente prever o futuro e o dom dos milagres: «Eis porque lhe dá a direção do magistério espiritual de todos os religiosos que tinha instituído. Como sinal disto, ele deu a Eliseu o seu hábito como sinal distintivo do seu instituto, deixando-lhe o seu manto, quando foi levado ao céu» (nº 149). A partir do século XVI, outros – como Pedro da Mãe de Deus, carmelita descalço holandês – vêem no duplo espírito o espírito da contemplação e da ação: «Os discípulos do Carmelo (…) estão obrigados por vocação a pedir sempre a Deus o duplo espírito de Elias (…), isto é, o espírito de oração e de ação, o verdadeiro espírito do Carmelo» (As Flores do Carmelo).

Santa Teresa de Ávila evoca juntos Elias e Eliseu numa poesia: «Seguindo o Pai Elias, nós combatemos a nós mesmas, com a sua coragem e o seu zelo, ó Monjas do Carmelo. Após ter renunciado a nosso prazer, busquemos o forte Espírito de Eliseu, ó Monjas do Carmelo» (Caminho para o céu). Notemos que na sua correspondência ou nas Relações, Santa Teresa designa frequentemente com o nome de Eliseu o seu caro filho, Pe. Jerônimo Gracián.

Em Lisieux, Santa Teresa do Menino Jesus, que morava na cela Santo Eliseu do dormitório Santo Elias, muito naturalmente alude ao duplo do espírito: «Recordando-me da oração de Eliseu ao seu pai Elias, quando ele ousou pedir-lhe o dobro do seu espírito, me apresentei diante dos Anjos e dos santos, e lhe disse (…) ouso pedir-lhes que me concedam o dobro do vosso amor» (Ms B 4r).

Culto litúrgico

O primeiro decreto oficial aprovando a festa de Santo Eliseu para o dia 14 de junho, data na qual o profeta é festejado no rito bizantino, se encontra nas Constituições de 1369. Foi promulgada no Capítulo Geral de Florença de 1399. Em 1564 se adicionou uma oitava à celebração da festa. No calendário da Reforma Teresiana, em 1609, a memória de Eliseu recebe a categoria de festa de primeira classe, mas em 1617 foi reduzida à condição de segunda classe, com oitava, e depois abandonada em 1909. As Constituições O. Carm. de 1971 determinavam: “Com oportuna solenidade sejam celebradas as festas dos pais da Ordem Elias e Eliseu, do protetor S. José e dos nossos santos” (nº 72). Mas na reforma litúrgica de 1972, Eliseu foi excluído do calendário dos dois ramos do Carmelo. Por solicitação dos Carmelitas da Antiga Observância, a re-introdução da memória de Santo Eliseu foi aceita pela Sagrada Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos em 1992.

Conclusão

Elias e Eliseu são considerados o ponto de partida de uma sucessão ininterrupta de monges no Antigo Testamento e depois no Novo Testamento, antes de serem mais simplesmente os inspiradores dos Carmelitas dos quais estes querem ser seus imitadores e ainda mais seus filhos. A devoção ao profeta Eliseu conheceu um eclipse de uns 30 anos após o Concílio Vaticano II: a reforma litúrgica do Próprio do Carmelo não conservou a sua festa, as Constituições O. Carm. (1971) e as dos Carmelitas Descalços (1991) nomeiam o profeta Elias somente quando se referem à tradição bíblica da Ordem. Por sorte, diversos estudos o recolocaram no seu lugar (Carmel 1994/1). As Constituições O. Carm. de 1995 dizem: “O Carmelo celebra, com especial devoção, os seus Santos, colhendo neles a expressão mais viva e genuína do carisma e da espiritualidade da Ordem ao longo dos séculos. Com particular solenidade, sejam celebradas a festividade de Santo Elias Profeta, a memória de S. Eliseu Profeta e as festas dos protectores da Ordem, a saber, S. José, S. Joaquim e Santa Ana” (nº 88).

De fato o Carmelo reconhece como seus inspiradores, não só o Tesbita, mas juntos Elias e Eliseu, porque nesta mesma relação se manifesta o carisma do Carmelo.

 

 

Santo Antônio de Pádua

Santo Antônio de Pádua – 13 de Junho

Conheça um pouco de sua história

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Pádua está situada na Região Veneto, rica pelas belezas naturais, obras de arte e arquitetura. Antiga cidade universitária que possui uma ilustre história acadêmica. Mesmo sendo uma atraente cidade, o que leva tantas pessoas a ela é a bela história de Santo Antônio.

“Fernando de Bulhões e Taveira nasceu em Lisboa. Ordenado sacerdote entre os cônegos regulares de Santo Agostinho, deixou-se fascinar pelo ideal franciscano, por ter visto os corpos dos cinco primeiros mártires franciscanos de Marrocos. Entrou no convento de Santo Antônio de Coimbra, onde recebeu o nome de Antônio(…).

Em 1221 participou do capítulo geral da ordem franciscana e viu São Francisco. Pregou com eficácia contra os hereges dirigindo-se de preferência ao povo. A Quaresma de 1231 assinalou o vértice de sua pregação em que predomina as solicitações sociais(…).” (Fonte: Missal Cotidiano)

Sua Basílica é o principal monumento de Pádua e uma das principais obras-primas de arte do mundo. Foi iniciada em 1232, possui 115 de metros de comprimento, 38 metros de altura chegando a 68 com a torres, é rodeada por 8 cúpulas e o seu interior é construído em forma de cruz latina.

À esquerda está a capela onde encontra-se o altar-túmulo de Santo Antônio. Ao seu redor estão dispostos nove relevos em mármore que retratam cenas da vida e milagres do Santo.

A Capela das relíquias foi construída no século XVII em estilo barroco. Nos três nichos estão expostos dezenas de relicários.

Em 1981, com a autorização de João Paulo II, foi efetuado um reconhecimento do corpo de Santo Antônio, após 750 anos de sua morte.

O primeiro reconhecimento, em 1263, revelou seus restos mortais em excelentes condições, recolhidos numa pequena urna. As análises científicas possibilitaram reconstruir as características físicas do Santo: ele tinha 1,70m de altura, estrutura não muito robusta, perfil nobre, rosto comprido e estreito.

Foi encontrado também o aparelho vocal intacto: a língua e as pregas vocais, assim como, os restos da túnica que estavam ao lado dos ossos e as duas caixas antigas com panos da época.

São famosos seus milagres acontecidos ainda em vida, como o da Eucaristia e o da pregação aos peixes:

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A cidade de Rimini, na Itália, estava nas mãos de hereges. À chegada do missionário, os chefes deram ordem para isolá-lo através de um ambiente de silêncio manifestando indiferença. Antônio não encontra ninguém a quem dirigir a palavra: igrejas vazias e praças desertas. Anda pelas ruas da cidade rezando e meditando. Coloca-se diante do mar Adriático e chama o seu auditório: “venham vocês, peixes, ouvir a palavra de Deus, já que os homens petulantes não se dignam ouvi-la”. Logo apareceram centenas de peixes. A curiosidade do povo foi mais forte, foram ver o que estava acontecendo e ficaram maravilhados, aconteceu o entusiasmo, o arrependimento e o regresso à Igreja.

Durante uma pregação, cujo tema era a Eucaristia, levantou-se um homem dizendo: “Eu acreditarei que Cristo está realmente presente na Hóstia Consagrada quando vir o meu jumento ajoelhar-se diante da custódia com o SS. Sacramento”. O Santo aceitou o desafio. Deixaram o pobre jumento três dias sem comer. No momento e lugar pré-estabelecido, apresentou-se Antônio com a custódia e o herege com o seu jumento que já não agüentava manter-se em pé devido ao forçado jejum. Mesmo meio-morto de fome, deixou de lado a apetitosa pastagem que lhe era oferecida pelo seu dono, para se ajoelhar diante do Santíssimo Sacramento.

Milhares de pessoas acorriam de toda parte para ouvir os sermões de Antônio. O seu cristianismo não era monótono mas tendia a austeridade, mesmo assim, não desencorajava os penitentes. Conta-se que em uma quaresma, o povo de Pádua não ia trabalhar antes de ouvir Antônio falar sobre a palavra de Deus. E ele já muito debilitado falava ao povo de cima de uma nogueira em Camposampiero.

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Numa tarde, um conde dirigiu-se à cela de Antônio. Ao chegar, viu sair de uma brecha um intenso esplendor. Empurrou delicadamente a porta e ficou imóvel diante de uma cena prodigiosa: Antônio segurava nos seus braços o menino Jesus! Quando despertou do êxtase pediu ao conde que não revelasse a ninguém a aparição celeste.

Destruído pela fadiga e pela doença da hidropisia, sentiu que a hora do seu encontro com o Senhor estava se aproximando. Desejou ir para a igreja de Santa Maria, mas estando muito debilitado, parou em Arcella, que encontra-se às portas de Pádua. Ali morreu aos trinta e seis anos após pronunciar as palavras: “Video Dominum Meum” (vejo o meu Senhor).

É honrado com o título de “Doutor Evangélico”. Seu culto é um dos mais populares da história e apressou sua canonização, ocorrida um ano após sua morte.

(Fontes : Canção Nova – Roma – Lurdinha Nunes)

A compaixão

10º Domingo do Tempo Comum – dia 09 de junho de 2013.

A compaixão – Lucas 7, 11 – 17. 

Jesus chega perto da cidade de Naím e encontra o enterro do filho único de uma viúva. Ele constata o grande sofrimento e se compadece. Não pergunta pelas causas da morte, nem indaga sobre a vida passada tanto do filho quanto da mãe. Mas o que o atinge é a constatação de um enorme sofrimento.

Ele se compadece e resolve fazer o que está ao seu alcance para amenizar a dor da viúva. Ressuscita e devolve o filho à mãe sofredora. Todos que são testemunhas do fato descobrem o grande profeta que está entre eles.

Observando o sofrimento alheio, qual é a minha reação? Analisar o seu passado pare agir depois, se for conveniente? Ou de imediato nós nos propomos fazer o que esta ao nosso alcance para aliviar o sofrimento do semelhante? Todos nós temos um coração que pode amar, um ouvido para escutar, um ombro amigo para oferecer. Agindo assim seremos testemunhas da mensagem de Cristo no mundo, sem pronunciar uma palavra sequer.

Coemtário escrito pelo Capelão do Mosteiro

 

RETIRO COM A ORDEM TERCEIRA DO CARMO

 

                RETIRO COM A ORDEM TERCEIRA DO CARMO

JABOTICABAL – 19 – 05 – 2013

 Tema: A “Tenda do Encontro” com o Deus Vivo – Uma caminha com São João da Cruz

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A Ordem Terceira do Carmo de Jaboticabal realizou o seu retiro anual, tendo as monjas carmelitas como orientadoras.

O retiro foi sobre São João da Cruz, não tanto a pessoa dele em si mas o que ele ensinou, enfim sua capacidade de descobrir a presença de Deus em todas as realidades a que vivemos.

Foi um momento de graças, de partilha fraterna e de oração.

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Segue alguns pontos da qual nos detemos:

Ao iniciar uma caminhada não precisamos nos preocupar se iremos entender tudo pelo caminho, melhor assumir a condição dos discípulos de Emaús, que deixaram o coração arder enquanto o Senhor lhes falava.

Sim esta é a proposta de hoje, nem tanto pela razão, mas sim pelo coração, deixemos o coração arder mesmo sem muitas vezes entender, e assim sem muitas seguranças seremos envolvidos pelo espírito contemplativo.

Não se preocupe em compreender São João da Cruz. Deixe-se amar pelo Senhor e torne-se AMOR, do mais o  Espírito Santo vai fazer em, nós, sem esforço de nossa parte, desde que estejamos por completo esvaziados de tudo o que não é Deus.

A leitura de São João da Cruz, nem tudo precisamos entender em seus mínimos detalhes, mas é preciso deixar-se envolver por esse espírito místico, e sentir o coração arder por amor a Jesus Cristo.

Tal como uma mesa farta de muitos pratos, é a doutrina de João da Cruz, porém, ninguém precisa se servir de tudo de uma vez… mas vai  escolhendo o que lhe agrada mais, e deixa os outros se servirem, talvez de algo ainda diferente, temos a vida toda para saborearmos de uma leitura extremamente rica e fascinante.

Estar disposto a esta caminhada não é tanto se voltar para a pessoa de João da Cruz e sim para quem ele quer mostrar, como teólogo e místico, ele não se preocupa em explicar Deus, mas levar-nos a adorar a Deus pelo caminho do amor, da fé e por que não do sofrimento. Por isso, hoje você é convidado a deixar-se seduzir por Deus!

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 Do Cântico Espiritual de São João da Cruz (Canção V 1,4)

 As criaturas são como que a marca dos passos de Deus  – A resposta das criaturas à alma, como diz Santo Agostinho, é o testemunho que dão, em si, da grandeza e excelência de Deus. Deus criou todas as coisas com grande facilidade e brevidade, e nelas deixou algum rastro de quem era, e não só dando-lhes o ser do nada, mas ainda dotando-as de inumeráveis graças e virtudes, aformoseando-as com uma ordem admirável e uma dependência indefectível, que tem umas das outras e tudo isto fez pela sua sabedoria…

Ao meditar sobre a poesia “Chama viva de amor”, percebemos o grandioso amor de Deus para conosco, e com que generosidade devemos nos deixar consumir por esta chama viva. Na sequências um breve resumo da meditação sobre a primeira canção:

CANÇÃO I

Oh!chama de amor viva

Que eternamente feres

De minha alma no mais profundo centro!

Pois não és mais esquiva,

Acaba já, se queres,

Ah! Rompe a tela deste doce encontro.

Oh! Chama de amor viva

Esta chama de amor é o próprio Espírito de seu Senhor, que é o Espírito Santo. Sente-o a alma agora em si, não apenas como fogo que a mantém consumida de transformada em suave amor, mas como fogo que, além disso arde no seu íntimo, produzindo chama.

Eis a operação do Espírito Santo na alma transformada em amor: os atos interiores que produz são como labaredas inflamadas de amor, nas quais a alma, tendo a vontade unida a ele, ama de modo elevadíssimo, toda feita um só amor com aquela chama.

Assim como a lenha sempre incandescente pela ação do fogo; seus atos são a chama que se levanta do fogo do amor, e irrompe tanto mais veemente quanto mais intenso é o fogo da união, em cuja chama se unem e levantam os atos da vontade. A alma é a lenha. O fogo é o Espírito. O movimento de transformação é do Espírito.

*Resumindo agora, pois, toda a canção, é como se dissesse: Oh! Chama do Espírito Santo que tão íntima e ternamente traspassa a substância de minha alma, cauterizando-a com teu glorioso ardor, pois já estás tão amiga que mostras vontade de te dares a mim na vida eterna!

Do Cântico Espiritual de São João da Cruz

Conhecimento do mistério escondido em Cristo Jesus     -     Embora os santos doutores tenham explicado muitos mistérios e maravilhas, e pessoas devotadas a esse estudo de vida os conheçam, contudo, a maior parte desses mistérios está por ser enunciada, ou melhor, resta para ser entendida.

Por isso, é preciso cavar fundo em Cristo, que se assemelha a mina riquíssima, contendo em si os maiores tesouros; nela, por mais que alguém cave em profundidade, nunca encontra fim ou termo; ao contrário, em toda cavidade, aqui e ali, novos veios de novas riquezas.

Por este motivo o Apóstolo Paulo falou a cerca de Cristo: “Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência de Deus” (Cl 2,3). A alma não pode ter acesso a estes tesouros nem consegue alcança-los se não houver antes atravessado e entrado na espessura dos trabalhos, sofrendo interna e externamente, e sem ter primeiro recebido de Deus muitos benefícios intelectuais e sensíveis, e sem prévio e contínuo exercício espiritual.

Tudo isto é sem dúvida, insignificante: são meras disposições para as sublimes profundidades do conhecimento dos mistérios de Cristo a mais alta sabedoria a que se pode chegar nesta vida.

Quem dera reconhecessem os homens ser totalmente impossível chegar à espessura das riquezas e da sabedoria de Deus! Importa antes entrar na espessura das lutas suportar muitos sofrimentos, a ponto de renunciar à consolação e ao desejo dela. Com quanta razão a alma, sedenta da divina sabedoria, escolhe antes, em verdade, entrar na espessura da cruz.

Por isso, São Paulo exortava os Efésios a não desanimarem nas tribulações, a serem fortíssimos; “enraizados e fundados na caridade, para que pudessem compreender com todos os santos qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento, a fim de serem cumulados até receberem toda a plenitude de Deus” (Ef 3,17-19)

Já que a porta, por onde se pode entrar até esta preciosa sabedoria, é a cruz, e é porta estreita, muitos são os que cobiçam as delícias, que por ela se alcançam; pouquíssimos os que desejam por ela entrar.

ORAÇÃO A SÃO JOÃO DA CRUZ

Nós vos agradecemos, ó Deus porque suscitastes na Vossa Igreja e no Carmelo São João da Cruz, sacerdote santo que caminhou sua vida ensinando o caminho da oração. Ele, que aqui na terra experimentou o sofrimento, a pobreza, as incompreensões, e nunca desanimou, olhe as nossas necessidades e obtenha a graça que lhe pedimos……..Confiantes na intercessão de São João da Cruz e na Vossa Infinita Misericórdia e amor de Pai, concedei-nos, percorrer o caminho do amor e da santidade.  Amém.

 

 

 

9 º Domingo do tempo comum

9 º Domingo do tempo comum – dia 02 de junho de 2013

Evangelho[1]

Um exemplo – Lucas 7, 1 – 10. 

Os judeus estavam sob o domínio dos romanos, que os exploravam. Por isso eles tinham no coração muito rancor e revolta. Um oficial do exercito romano opressor, se aproxima de Jesus, solicitando a cura de um empregado seu. Jesus percebendo a honestidade e o testemunho de vida como também o amor que oficial tem para com o seu servo, não se deixa levar por preconceito, por julgamentos ou a opinião dos outros, e atende ao pedido, curando o empregado do centurião.

Para Jesus não existe religião, nacionalidade, posição social, opinião dos homens ou qualquer outra coisa, para Ele é importante somente a vida concreta, amorosa, honesta e de acordo com as leis de Deus. Porque será que nós temos tantas dúvidas no momento de socorrer um irmão? Porque somos influenciados por tantos preconceitos? Porque tantas desconfianças? Nós nos consideramos mais importantes do que o semelhante? Por acaso somos melhores?

Vamos nos conscientizar que já está na hora de acabar com os preconceitos!

Comentário escrito pelo Capelão do Mosteiro